sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

The old man and bad conduct

Madrugada quente, me reviro de um lado para o outro na cama. O sono que deveria me acompanhar, simplesmente saltou pela janela, enquanto nada fazia o caminho inverso.

Fecho os olhos em uma tentativa vã de concentrar na contagem de carneiros, unicórnios e outros seres mágicos. Infrutífera ação, nada de receber o convite para o mundo de Morfeu.

Acendo a luminária e alcanço o livro na cabeceira; nele está guardado um fantástico tesouro. Tomado ao mesmo tempo de ansiedade e calma de quem descobre a grande revelação, o abro na página correta.

Está ali, rosto levemente inclinado, cabelos displicentemente arranjados e o sorriso que abre o paraíso a ser desvendado através de teus amendoados olhos.

Apaixono, suspiro profundo e demorado me leva a resgatar nos arquivos da alma, o instante indelével de nosso primeiro contato. 

Lembro do timbre da voz, em perfeita harmonia entre agudos e graves, cantando algum sucesso de Bom Jovi ou na candura da repreensão, dizendo - chegou o velho!

Poderia dizer, mesmo correndo todos os riscos, que sou fiel admirador de sua morada no panteão das musas eternas, o que é verdade. Ainda poderia afirmar que existe amor, desejo ou paixão, mas seria um tolo.

O certo é confessar que a quero hoje mais do que ontem. Afirmar que a quero sempre e cada vez mais presente! Porque as pessoas se tornam especiais e imprescindíveis não por sua beleza física que o tempo inclemente há de devorar, e sim pelo bem que fazem ao desnudar sua alma e permitir moradia em seu espírito.

Assim mesmo, se houver necessidade de algum tipo de explicação, silencia a voz física e permita que o universo responda por ti.

Madrugada, acordo de sobressalto, sem discernir entre verdade e sonho. Acendo a luminária e alcanço o livro, ali está tua foto, teu olhar e sorriso. 

Enfim, volto a sonhar!

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