sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

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Entre os infinitos números de nosso sistema métrico, existem aqueles que tenho uma maior predileção. Não que seja exotérico, ritualista, numerólogo ou supersticioso, mas alguns números são iguais as pessoas, nos cativam sem uma explicação lógica.

Aprecio o dois, talvez em função de me remeter ao par, à dupla, relembrando que a caminhada sempre é mais agradável quando feita em companhia ou ainda por me remeter aos primeiros anos escolares quando este era meu número na chamada. Partindo dele, salto para o treze, este tão injustiçado membro da escala numérica, ligado ao azar principalmente quando aparece acompanhado de uma sexta-feira qualquer. A História explica sua fama.

Pegando o avião da imaginação, pouso no setenta e seis. Este, por motivos intimamente ligados a minha existência. Foi exatamente no septuagésimo sexto ano, da nona centena do primeiro milhar que aterrissei neste mundo, o ano que representa a melhor safra de humanos daquela década. Auto-estima nestes tempos de cólera significa muito!

Apesar disso, o número que tem minha devoção é o vinte e sete. É sonoro, intenso e significativo! Foi em um destes doze dias contidos no sagrado ano já mencionado que nasci. Para ser mais exato, oh irmãos, nasci no mesmo dia e mês em que sete décadas antes nasceu minha avó materna. Ah estas incríveis coincidências existenciais que não existem!

O Universo quis que no mesmo dia do calendário, porém em outro mês nascesse uma destas pessoas incríveis com que nos deparamos despretensiosamente. Pensei com o que poderia lhe presentear neste dia, algo que o tempo não apagasse com sua borracha inclemente. Então me digam o que de melhor um escritor faz?

Estas homenagens escritas ainda de forma clássica, sobre o papel são o resquício de uma época dourada em que as pessoas se debruçavam para extrair de si, todo o sentimento guardado sob sete chaves. Bonito, não?

Então, vamos começar! Aniversariar é muito mais que uma simples contagem cronológica, é aquele período que ficamos muito mais receptivos às boas vibrações, energias positivas, que pensamos e escolhemos os próximos passos a seguir naquele período de trezentos e sessenta e cinco dias que teremos pela frente.

Todavia, porém, contudo e não menos obstante, esta criatura que aniversaria hoje é de uma grandeza impar. Inspiradora, com ela aprendi a importância da reflexão, do pensar antes de falar (embora não tenha aprendido bem estas lições), de valorizar o que de belo e importante existe no mundo, de compreender que a distância é apenas uma convenção física, que tudo o que nos cerca é energia e que tudo aquilo que desejamos, alcançamos.

Já a vi rir e chorar, se mostrar rocha e areia, rio calmo e oceano bravio, céu e terra, finita e infinita e principalmente, se reinventar tantas vezes quantas forem necessárias. Não tenho a audácia de lhe desejar dias belos e felizes, alegrias sem fim, saúde, harmonia e tranqüilidade. Apenas, humilde como não sou, posso querer e determinar que siga este caminho que trilha, não se apegando ao trajeto e sim ao caminhar, porque é lá, na estrada da vida que é o seu lugar!

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