sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Pessoas Interessantes, onde estão?

Para todo aquele, igual a mim, que em muitos momentos se pega sendo e sentindo carência, viver em um mundo em que as pessoas são descartáveis e/ou deixam de ser interessantes é uma tortura homérica.

Por onde andarão as pessoas interessantes é que enchem nosso peito de alegria? Estarão elas nos bares da moda, nos parques descolados ou escondidas por detrás de telas de pequenas polegadas?

Eu não sei, infelizmente desconheço todas as respostas deste mundo, apesar de observar com olhos bem interessados o movimento humano.

Respondendo a uma provocação filosófica, qual a falta que você faria na vida das pessoas; muito provavelmente eu fizesse cócegas em tua existência, seria apenas o sino de bronze, acionado para fazer um barulho que se perderia no horizonte, enquanto, se fizesse o exercício contrário, permanecesse em mim um estranho descontentamento com a ausência tua.

Seria como se faltasse um pequeno fragmento de alma ou coração, talvez um pouco de consciência ou cérebro, enfim, a vida ficaria mais cinza sem a presença tua.

Acho que é isso, escrito num santo dia qualquer, de um mês perdido no esquecimento de um ano não vivido.

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