Definitivamente não tenho medo da morte, até por entender que este é o desfecho inevitável desta viagem chamada vida. Porém existem situações relacionadas a morte que me deixam temeroso.
A morte em si é a liberação das amarras deste corpo físico, permitindo que a alma encontre a vida eterna nos salões dos palácios distribuídos em várias dimensões do universo ou talvez, ainda, seja apenas o fim, nada além de escuridão e vazio.
Independente disso, o morrer me causa pânico. Não sei onde li que não existe decência em morrer. É verdade. Morrer entrevado em cima de uma cama após anos de vivacidade não é a melhor recompensa para receber.
Porém com o passar dos anos, nova reflexão começou a me acompanhar. Que terei eu construído de especial na passagem terrena? Qual a marca deixei no coração e na mente das pessoas com quem convivi? Principalmente naquelas em que não fui raso, que convidei para conhecer a minha desarrumada alma.
As pessoas geralmente são muito políticas, pensam infinitas vezes antes de dizer algo que venha causar alguma celeuma ou iniciar uma discussão. Sempre preferi o amargor da verdade, expor com a crueza da realidade o que realmente sentia.
Amigos, esta escolha em si possui bônus baixo, uma vez que você se sente bem consigo, mas acredite, só você considera e visualiza esse bônus e um ônus colossal, uma vez que, as pessoas passam a te considerar um grosso, insensível e estúpido.
Prefiro apesar disso, imaginar que no momento derradeiro, em que estiver deitado de forma imóvel em meu último ninho, não seja somente três pessoas a guardar o invólucro material, e sim que exista ao meu redor uma atmosfera leve, com muitas pessoas se despedindo; umas dizendo o quanto fui legal, algumas me xingando mentalmente e ainda por fim um grupo de três, duas ou uma pessoa afirmando - ele não era bom nem mau, era apenas ele mesmo!
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