Ah essas coisas de idade. É tão engraçado como nos prendemos a esta inclemente contagem do tempo e vamos alternando nosso humor e sinceridade com ela.
Quando novos, queremos aparentar mais idade do que temos. Parece uma falha grave ter onze anos quando a maioria da turma já tem doze ou treze. Após a passagem dos vinte, exultamos quando nos dão menos idade do que realmente temos.
Chega uma época que reduzimos a data de nascimento em nossas memórias. Elemento já está com trinta e cinco e diz ter apenas trinta.
O engraçado aconteceu com uma amiga milenar. Postou foto em uma destas redes sociais, afirmando que mulheres com quarenta anos podem gostar de bichos de pelúcia.
Chamei no inbox, pra cima de mim, não violão! Nisso sou um poço de candura, confrontar amavelmente as pessoas.
Criatura, me diz, não sei mais fazer contas? Não tens essa idade e sim menos! A mim tu não engana, és três anos mais nova que eu!!!
Fazemos parte da última boa e grande safra da segunda metade do século XX, filhos dos anos setenta, que viveram intensamente os oitenta, amadureceram nos noventa e vivem tentando enganar os dois mil!!!
Bons tempos seriam estes, que nossas preocupações fossem apenas a contagem simples e vagarosa do tempo
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