Durante a existência humana nestes pagos terrenos, chegará um dia que necessariamente você deve ser a detentora de homenagens.
Não depende de ti e tão pouco de quem mais julgar ser passível de culpa, escolha ou de responsabilidade, ser o autor do que te desnuda.
Nestes dias estranhos em que os opostos se repelem, os iguais não se amam e as diferenças não mais completam um quebra-cabeça, se descobrir amada ou desejada pode ser o clímax da existência.
O mundo de Morfeu, em que recebe a todos de braços abertos e pouso feito é o palco perfeito para que a timidez de lugar a ousadia.
Nele, percorro corredores estreitos tais quais as veias humanas ou largos como minhas ideias e memórias. Abro a primeira porta e não te vejo, passo para a segunda, terceira é assim sucessivamente em um frenesi que te busca incessantemente.
Quando a esperança começa a se despedir, a última porta do corredor se mostra interessante.
Passo a mão na maçaneta dourada, ela vagarosamente permite a entrada no quarto a meia luz.
Te encontro deitada, virada para a janela, o semblante que embala teus sonhos é suave e leve, tua mão direita sob o rosto o sustenta, enquanto a esquerda repousa sobre as cobertas.
Uma camaleoa, dourada, prateada, negra, dark and light, música cantada, estrofe escrita e música ensaiada.
Assim te recebo e tardiamente percebo, quão tolo os poetas e seus poemas podem ser, na ânsia de honrar tua alma, não percebi o óbvio.
Mergulhar na castanhes destes olhos é muito mais que um honra, é fundir entre o sonho e a realidade o que há de melhor em tua indômita alma.
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