terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Shiva te abençoe



Explorar – este sempre foi um dos verbos que gostara de conjugar na escola, porém
riam demasiado dela quando declarava para quem desejasse escutar
iria ganhar o mundo e pousar em tantos aeroportos que perderia a conta.
na certa era o sonho de menina que vivia com a cabeça cheia de idéias dos livros,
em algum momento a cruel realidade da vida se apresentaria – diziam os descrentes.
Porém, acreditava que nada se conquista nesta vida sem a capacidade de renovação,
e sem empregar a energia interior na busca do sonho maior, independente de onde está.
repetia este mantra que não existem limites para quem se dedica, esforça e trabalha.
enquanto fechava seus amendoados olhos, sua mente se desprendia do corpo,
instantaneamente via-se no palco, bailando e enfeitiçando com seus quadris, 
recebia os aplausos efusivos da platéia que fascinados não desviavam o olhar,
amava aquela sensação de sentir todos aos seus pés, uma deusa a ser venerada.
Sob o céu estrelado, com a lua de única testemunha, uma lágrima corria em sua face,
afastava-a sem permitir que finalizasse sua caminhada até os lábios antes sorridentes.
negava-se abrir os olhos, lhe agradava o sonho, o som das cordas a ditar o ritmo da dança e
toda a noite era igual, as mesmas sensações e visitas que desejavam lhe conhecer,
ora dizendo palavras doces, em outras seduzindo com elogios vagos ou com amor
sem o qual, não enxergariam a dançarina que teimava em ser, somente feliz!

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