terça-feira, 31 de maio de 2011

Teus Olhos...

Escondidos sob o reflexo das lentes,
Os olhos da menina trazem latentes,
As formas de encantar,
Guardadas em versos rimados
Ou prosas desconexas, tão cheias de vida,
Surgidas na madrugada insone.
Pedras preciosas de imensa pureza
Portas da alma, caminho do ser,
Enfeitiçando e até mesmo encabulando
Aqueles que ousam encará-la,
Porque sabem, como o rio correndo ao mar,
Que ao despi-la dos óculos
Encontrarão traços mais suaves e marcantes,
Traduzindo a beleza encontrada no jovem rosto,
Da mulher menina, transformada em
Menina mulher, nas noites tão intensas,
Das primaveras de Paris!

E se ainda assim, dúvidas houver,
Pergunte silencioso em tua chegada,
Se há entre tantas para admirar,
Alguma capaz de solapar,
Atenções e olhares, rumores e humores
Igual a ela!
E se na da encontrar que macule teu pensar,
Observa, mesmo ao longe, em silêncio respeitoso,
O que proporciona essa vivência!
Veja e entenda a maravilha que te apresenta,
É efeito de toda a mais pacienciosa criação
Mostrando ao mundo a força guardada
Em duas jóias, vivas e alegres,
Radiosas de esperanças,
Resoluta certeza da beleza tantas vezes cantada,
Música suave e repleta, dos acordes de ontem,
Orquestrados nos dias atuais,
Preparando pouso no amanhã,
Onde então, o sol encontrando adversária,
Sofrerá novo eclipse, deixando apreciar
Ao que todos desejam,
Teu ser, tua existência, o teu viver!

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