A realidade de nosso povo faz com que volta e meia, sejam colocadas nas frases interjeições do tipo; Deus me livre, Nossa Senhora nos ajude, Vou rezar para que esse milagre aconteça e por ai segue. A capacidade de se pegar a esta parte invisível para justificar o injustificável é uma das faculdades Humana que me chama atenção.
Talvez por não acreditar nisso, ou, imaginar que a fé não é para ser sentida, assimilada e nem vivida desta forma, me considere um homem de pouca fé.
Porque a pessoa que a tem, calcada nestes princípios da troca, do receber algo em troca de alguma oração, penitência ou sacrifício na verdade está praticando uma espécie de comércio, um escambo. Você emana energia e recebe algo, muitas vezes material. Não creio ser uma troca justa. Pense bem, a pessoa passa nove semanas rezando para conseguir uma posição nova no emprego e não é escolhida. Continuará tendo fé?
A resposta pode variar de um simples não até um sim carregado de explicações teológicas, mas como meu intuito não é esse e minha visão foca o básico, digo que a primeira reação dela não será de resignação, muito pelo contrário, será de uma revolta e de um sentimento de injustiça. O motivo é que a pessoa não sentia uma fé verdadeira.
Este é o motivo de ser um homem sem fé! Porque não vejo a fé como moeda de troca e tão pouco ache necessário passar semanas rezando. Creio sim, que existe uma força maior, inexplicável, inclassificável, invisível, imaterial que nos impele a buscar uma melhora constante de nossa índole, consertar nossos erros, enfim, nos orienta a andar com retidão. Alguns a chamam de educação, outros de caráter, mas é apenas com ela que podemos acreditar na possibilidade de mudança e na revolução interna necessária. Quem assim percebe o mundo, sabe que, por mais injusto que ele pareça, existe um propósito, que tudo é transitório e principalmente, que guardado em nosso íntimo existe uma centelha divida.
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