segunda-feira, 16 de maio de 2011

Perfeita definição de Saudade

Nestas noites frias de outono em Porto Alegre, meio desiludido por ter me saído um tanto quanto mal em uma prova de Gestão de Projetos, estava flertando com o acaso e encontrei no mundo virtual uma amiga da Campanha.

Para quem não sabe, a Campanha é a Região do RS que faz fronteira com os irmãos uruguaios, guarda como herança o sangue dos Heróis Farrapos, os casarões das estâncias, o Vento Minuano e uma seca devastadora, isto posto, estávamos conversando quando me dei conta da frase ostentada por ela no MSN.

Desta minha observação surgiu um diálogo descontraído, onde brinquei que se fossemos russos não sentiríamos saudades, uma vez que os entendidos dizem que a palavra só existe em nossa língua-mãe. Comentei que no máximo teríamos nostalgia, que seria uma forma de saudade menos intensa e dolorida, ao que recebia melhor definição sobre o que vem ser saudade. Vejam se não é espetacular!

Saudade é um sentimento de falta, misturado a tristeza da distância e a alegria das boas recordações. É perfeito, sentimos saudades daqueles que não temos próximo, independente do tempo do afastamento, e nosso coração é invadido de uma tristeza lógica por estarmos distantes fisicamente, mas nos regozijamos com a lembrança dos bons momentos apreciados em conjunto, tudo isso somado, misturado e elevado a 10ª potência cria a nossa tão famigerada saudade!

Agora pergunto, seremos apenas nós, tupiniquins dos trópicos capazes de criar tal equação?

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