Henry olhava fixamente para a menina da cafeteria. Acompanhava atentamente cada movimento, como se do estudo destes dependesse a salvação de uma alma. Era uma mulher na casa dos 20 anos, um pouco mais talvez, não sabia ao certo!
Algumas vezes pensara em se aproximar, mas sob qual pretexto? Abandonara o consumo de cafeína no mesmo instante que tragara o último cigarro. Todo dia o ritual se repetia, atravessava a rua e continuava a caminhar pela calçada da cafeteria, eram passes largos até metros da porta principal; ali, os passos diminuíam, as mãos caiam aos bolsos e os dedos contavam as moedas. Entrava na banca de revistas que se encontrava diagonalmente a loja. Ali, entre folhadas em revistas e jornais, depositava seus olhos sobre a menina.
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