Seja bem vindo, aqui compartilho um pouco de "minha Obra", meus pensamentos, os personagens reais e imaginários tomados de dúvidas, crônicas, poemas banais e a forma como enxergo o mundo.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Teus Olhos...
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Porque temos medo do amor?
Libertadores da América - Quem são?
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| Imagem da Internet |
Portanto meu amigo, muito mais que uma competição futebolística, ela relembra a cada jogo o heroico espírito de grandeza de homens a frente de seu tempo, os verdadeiros Libertadores da América.
Fé
Suicídio Digital
terça-feira, 17 de maio de 2011
Nasci por causa desta Música!
Composição Getulio Cortes
Interprete: Roberto Carlos
Eu preciso de você
Muito mais do que lhe quero
Mas você não pode ver
E também se nega a crer
Que eu espero, espero
O momento de lhe falar
Que é bem melhor você mudar
Meu sorriso se apagou
Esta espera me cansou
Por isso eu chamo, reclamo
Não vou sofrer porque não faz sentido
Nem vou viver por aí perdido, chorando
Sempre pela vida chorando
Eu quero ouvir uma palavra amiga
Preciso ouvir antes que eu siga chamando
Sempre por seu nome gritando
Toda essa gente tem razão
Quando diz que louco estou
Caminhei por todo canto
Procurei mas no entanto
Sozinho ainda estou
Não vou sofrer porque não faz sentido
Nem vou viver por aí perdido, chorando
Sempre pela vida chorando
Eu quero ouvir uma palavra amiga
Preciso ouvir antes que eu siga chamando
Sempre por seu nome gritando
Não, não, não, não
Não vou sofrer porque não faz sentido
Nem vou viver por aí perdido, chorando
Sempre pela vida chorando
Eu, não, não, não
Eu quero ouvir uma palavra amiga
Preciso ouvir antes que eu siga chamando
Sempre por seu nome gritando
O que diferencia as mulheres na cama?
Ela entra no rol dos seres únicos quando sabemos que ela chorou sozinha pelo teste de gravidez ter sido negativo, pelos sacrifícios infligidos para conseguir o intercâmbio na Austrália, como venceu o medo de altura ou a quantidade de pesquisa que realizou na net até encontrar a perfeita receita de bolo de bacalhau, pelas incontáveis noites que desejou um amor que não era seu ou que ainda não surgira.
Ela avança e sobe no pedestal de mármore quando se torna mãe dedicada, mulher moderna que luta, perde e vence. Não se curva e calçando salto agulha segue determinada, uma bolsa no ombro direito e desejos no coração.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
O e-mail de Henry
Havia apenas uma coisa que irritava Henry mais do andar no trem. Era fazê-lo em dias chuvosos. A impressão era de que todas as pessoas sofriam uma metamorfose absurda, tornavam-se irritadiças, se acotovelavam em demasia e principalmente, secavam seus guarda-chuvas e sombrinhas nas calças e barras dos grossos casacos de inverno. Nestes instantes tinha a certeza de que Paris já fora mais civilizada, as pessoas um pouco mais tolerantes e observadoras. Pesquisar os canais de clima e descobrir que a manhã lhe reservava uma torrente de chuva o desanimava. Procurava sair com mais tempo de casa, esperava de forma monástica o trem com menor lotação e embarcava em sua viagem de seis estações.
Em uma destas manhãs em que avizinhava o inicio de seu tormento, Henry observou pela janela de seu apartamento o movimento das ruas, os carros que já avolumavam as ruas calçadas com pedra, a chuva caindo sobre as pessoas apressadas e isso o lembrou de Monique. Suspirou profundo, olhou para a caneca e desejava ter certeza se ela estava meio cheia ou meio vazia, detalhe que não mudaria nada do que sentia naquele momento.
Teve vontade de sentar frente ao seu HP, abrir seu email e digitar. Controlou-se o máximo que pode, mas o desejo foi maior, a força que impulsionava seus dedos e mente o venceram.
“Escrevo-te por plena e total impossibilidade de estar frente a frente e olhar dentro de teus olhos azuis que me fitaram de diversas formais, em locais indizíveis e dias incontáveis. A vida tem sido diferente, não é o que esperava. Culpo nossas vontades birrentas que nunca encontravam guarida no outro, com os desígnios que a vida nos sugere e que a rotina impõe. Esta não é mais uma carta de amor, e tão pouco tem a pretensão de ser, talvez soe mais como um bilhete, um recado, uma notícia ou comunicado, daqueles que são ditos algumas vezes. Quando fostes embora, levastes uma considerável parte minha hoje sinto um enorme vazio, uma perda de sentido, nunca pensei que seria capaz de te afirmar isso, mas me faz falta!”
Henry olhou impassível para a tela, sabia o que fazer. Respirou fundo outra vez, e mais uma e outra vez. O peso havia sido retirado de seus ombros, apertou back space e as letras uma após outra foram sendo apagadas. Estava chovendo e ele não queria se atrasar!
Perfeita definição de Saudade
Nestas noites frias de outono em Porto Alegre, meio desiludido por ter me saído um tanto quanto mal em uma prova de Gestão de Projetos, estava flertando com o acaso e encontrei no mundo virtual uma amiga da Campanha.
Para quem não sabe, a Campanha é a Região do RS que faz fronteira com os irmãos uruguaios, guarda como herança o sangue dos Heróis Farrapos, os casarões das estâncias, o Vento Minuano e uma seca devastadora, isto posto, estávamos conversando quando me dei conta da frase ostentada por ela no MSN.
Desta minha observação surgiu um diálogo descontraído, onde brinquei que se fossemos russos não sentiríamos saudades, uma vez que os entendidos dizem que a palavra só existe em nossa língua-mãe. Comentei que no máximo teríamos nostalgia, que seria uma forma de saudade menos intensa e dolorida, ao que recebia melhor definição sobre o que vem ser saudade. Vejam se não é espetacular!
Saudade é um sentimento de falta, misturado a tristeza da distância e a alegria das boas recordações. É perfeito, sentimos saudades daqueles que não temos próximo, independente do tempo do afastamento, e nosso coração é invadido de uma tristeza lógica por estarmos distantes fisicamente, mas nos regozijamos com a lembrança dos bons momentos apreciados em conjunto, tudo isso somado, misturado e elevado a 10ª potência cria a nossa tão famigerada saudade!
Agora pergunto, seremos apenas nós, tupiniquins dos trópicos capazes de criar tal equação?
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Casamento Homossexual – Uma evolução da sociedade?
Nada foi tão comentado nos últimos dias, que a aprovação pelo Supremo Tribunal Federal do reconhecimento das uniões homo-afetivas. Convicto heterossexual, esta decisão nada modificou minha vida, tudo continua como era antes, mas, para outros tantos homens e mulheres antes marginalizados, a esperança de passar a ser tratados civilmente como qualquer ser humano normal!
Só que nesta noite, enquanto bisbilhotava as atualizações de meus amigos nas redes sociais, verifiquei que uma pessoa estava apoiando uma comunidade contra o casamento homossexual. Fiquei muito desiludido, primeiro por ela ser uma pessoa cristã, julguei erroneamente que o amor vivia em seu coração e, portanto, quem tem amor no coração compreende as razões que o próprio amor desconhece, sabe as loucuras que as pessoas cometem os excessos e exageros já cantados por Cazuza, notório poeta homossexual – exagerado, jogado aos teus pés eu sou mesmo exagerado, adoro um amor inventado! Segundo pela descrição da comunidade que dizia não ser contra os irmãos homossexuais, mas contra a união, porque presenciaríamos atos libidinosos em público seria uma ofensa a honra da família tradicional, uma ofensa à honra e aos bons costumes de uma sociedade de respeito.
Posicionar-se contra, é um direito, mas não seja ignorante e preconceituoso. Ambos nascem da falta de conhecimento. A História Mundial está repleta de exemplos de sociedades e grandes Impérios que aceitavam e estimulavam a homossexualidade, independente desta ser uma questão genética, alma de um sexo ligada a corpo de outro ou apenas preferência carnal. Creio, com toda minha ignorância na teologia, que Jesus, o exemplo de amor e bondade da humanidade, não compactuaria dessa opinião preconceituosa; bom, pelo menos o Jesus em que acredito esse Cara não os negaria em sua casa, mas a questão mais profunda é a forma como os setores mais radicais se posicionam.
Não sejamos hipócritas, é lógico que as pessoas ainda sentem um impacto negativo de ver um casal de mesmo sexo andando de mãos dadas nas ruas, nos corredores do shopping, mas convivem numa boa com eles nos escritórios, nas salas de aula, na família. Agora, como classificar a nossa sociedade de respeito, se os políticos desviam verba da merenda das escolas públicas? Se os envolvidos nos crimes de colarinho branco não vão presos, se as pessoas ainda morrem na fila do SUS? Acaso quem comete estes deslizes, declara sua orientação sexual? Eles não ofendem muito mais a honra da família tradicional brasileira?
Quando vemos jovens nas saídas das escolas praticamente mantendo intercurso carnal vestidos à luz do dia, quando estão realizando exames de endoscopia com suas línguas nas traquéias dos parceiros ou estão com as mãos enfiadas nos bolsos traseiros de seus parceiros em total “arreto”, não estão eles praticando atos libidinosos?
Meus amigos deixemos as pessoas decidirem seu futuro, o que é melhor para elas. Se o Adão quer amar o Paulão, que ame! Se a Eva deseja beijar toda noite a Ema que beije! O amor foi feito para ser vivido em sua plenitude e essência, independente em que frasco se apresente.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Receita de Mulher
Este realmente sabia das coisas...
Receita de mulher
As muito feias que me perdoem
Mas beleza é fundamental. É preciso
Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso
Qualquer coisa de dança, qualquer coisa de haute couture
Em tudo isso (ou então
Que a mulher se socialize elegantemente em azul, como na República Popular Chinesa).
Não há meio-termo possível. É preciso
Que tudo isso seja belo. É preciso que súbito
Tenha-se a impressão de ver uma garça apenas pousada e que um rosto
Adquira de vez em quando essa cor só encontrável no terceiro minuto da aurora.
É preciso que tudo isso seja sem ser, mas que se reflita e desabroche
No olhar dos homens. É preciso, é absolutamente preciso
Que seja tudo belo e inesperado. É preciso que umas pálpebras cerradas
Lembrem um verso de Éluard e que se acaricie nuns braços
Alguma coisa além da carne: que se os toque
Como no âmbar de uma tarde. Ah, deixai-me dizer-vos
Que é preciso que a mulher que ali está como a corola ante o pássaro
Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e
Seja leve como um resto de nuvem: mas que seja uma nuvem
Com olhos e nádegas. Nádegas é importantíssimo. Olhos então
Nem se fala, que olhe com certa maldade inocente. Uma boca
Fresca (nunca úmida!) é também de extrema pertinência.
É preciso que as extremidades sejam magras; que uns ossos
Despontem, sobretudo a rótula no cruzar das pernas, e as pontas pélvicas
No enlaçar de uma cintura semovente.
Gravíssimo é porém o problema das saboneteiras: uma mulher sem saboneteiras
É como um rio sem pontes. Indispensável.
Que haja uma hipótese de barriguinha, e em seguida
A mulher se alteie em cálice, e que seus seios
Sejam uma expressão greco-romana, mas que gótica ou barroca
E possam iluminar o escuro com uma capacidade mínima de cinco velas.
Sobremodo pertinaz é estarem a caveira e a coluna vertebral
Levemente à mostra; e que exista um grande latifúndio dorsal!
Os membros que terminem como hastes, mas que haja um certo volume de coxas
E que elas sejam lisas, lisas como a pétala e cobertas de suavíssima penugem
No entanto, sensível à carícia em sentido contrário. É aconselhável na axila uma doce
relva com aroma próprio
Apenas sensível (um mínimo de produtos farmacêuticos!).
Preferíveis sem dúvida os pescoços longos
De forma que a cabeça dê por vezes a impressão
De nada ter a ver com o corpo, e a mulher não lembre
Flores sem mistério. Pés e mãos devem conter elementos góticos
Discretos. A pele deve ser frescas nas mãos, nos braços, no dorso, e na face
Mas que as concavidades e reentrâncias tenham uma temperatura nunca inferior
A 37 graus centígrados, podendo eventualmente provocar queimaduras
Do primeiro grau. Os olhos, que sejam de preferência grandes
E de rotação pelo menos tão lenta quanto a da Terra; e
Que se coloquem sempre para lá de um invisível muro de paixão
Que é preciso ultrapassar. Que a mulher seja em princípio alta
Ou, caso baixa, que tenha a atitude mental dos altos píncaros.
Ah, que a mulher de sempre a impressão de que se fechar os olhos
Ao abri-los ela não estará mais presente
Com seu sorriso e suas tramas. Que ela surja, não venha; parta, não vá
E que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer beber
O fel da dúvida. Oh, sobretudo
Que ela não perca nunca, não importa em que mundo
Não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade
De pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma
Transforme-se em fera sem perder sua graça de ave; e que exale sempre
O impossível perfume; e destile sempre
O embriagante mel; e cante sempre o inaudível canto
Da sua combustão; e não deixe de ser nunca a eterna dançarina
Do efêmero; e em sua incalculável imperfeição
Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação imunerável.
Vinícius de Moraes
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Minha última carta
O início do mês de Maio me causa uma tristeza profunda. Apesar de ser um mês onde se comemora muitos aniversários de minha família e o já tão consagrado dia das mães, nele está marcada uma grande perda, que ontem dia 04 de Maio completou 21 anos, certamente por isto fico mais reflexivo do que o comum e justamente neste dia, mais uma incrível “coincidência” para ficar marcada, fui informado da decisão de uma pessoa próxima. Não julgarei se foi correta ou não, isto fica a cargo dela.
Agora, o que posso expor é minha surpresa. À medida que o tempo vai passando o acumulo de experiência – nome dado aos nossos erros – me permite ter uma visão diferenciada, que para alguns pode beirar a fronteira da hipocrisia.
Observar as pessoas é uma das coisas que melhor faço, é difícil algo passar sem que eu note, e por isso percebo a quantidade enorme de pessoas que voluntariamente se tornam escravas do dinheiro. Ter dinheiro no bolso é bom, receber um salário digno que possibilite determinados confortos é gratificante, conseguir viajar nas férias é desestressante, poder realizar cursos de extensão é um up na carreira, enfim, o ser humano, em maior ou menor escala é vaidoso, possui suas necessidades e tenta supri-las. Perfeito! O problema é o preço que pagamos. Focamos tanto nas situações transitórias que perdemos o real foco do que importa na vida.
Engoli tanto sapo – como dizem por ai – agüentei colegas de caráter duvidoso, chefes prepotentes e arrogantes, tudo em nome do dinheiro, que hoje infelizmente me tornei um escravo dele. Por saber o quanto é terrível ficar de mãos atadas é que tenho uma frustração enorme ao ver outras pessoas percorrendo o mesmo caminho. Perdem sua saúde, sua paz, vendem a alma e o corpo, tornam-se insensíveis, frios e até mesmo estranhos, tudo em nome da necessidade do mais e mais!
A História mostra que sempre houve aquele escravo mais rebelde, e talvez, eu seja um deles, porque me considero uma minoria dentro deste contexto, um inconseqüente, por que ainda valorizo o eterno. Tenho ciência da transitoriedade da carreira, da efemeridade do emprego na firma e talvez por isso saiba que um dia abrirei mão do que recebo, porque não sou funcionário de uma grande empresa, eu estou!
E por isso não vejo problema algum em priorizar minha família, de ficar acordado até o silêncio tomar conta da noite, pensando em como fazer com o que as pessoas com que me importo sejam felizes, que conquistem tudo o que desejaram sem ter que pagar o mesmo preço que eu. Vejo que já fiz tanta burrada nestas três décadas e tenho certeza que continuarei fazendo pelos próximos anos, não por falta de comprometimento, termo que os pseudo-novos administradores amam utilizar, mas porque sou humano e não me esqueço disto, porque tenho coragem de dizer o que pessoas mais ponderadas pensariam três vezes para fazer o mesmo, porque não tenho medo de começar novamente quantas vezes forem necessárias, porque sei que não sou dono de ninguém e a recíproca é verdadeira, porque sei que a vida é arriscar, mas principalmente, porque tenho onde aportar.terça-feira, 3 de maio de 2011
Quem és?
Quando entrou em minha vida, pensei que seria apenas uma aventura. Descobri que poderia chamar-te desejo, química ou quem sabe atração. Chamei de amor, de perdição, te vi linda, deliciosamente nua. Carente e insana, amante e mulher, santa e meretriz, uma incógnita e hoje nem sei quem fostes.
Henry e a observação!
Henry olhava fixamente para a menina da cafeteria. Acompanhava atentamente cada movimento, como se do estudo destes dependesse a salvação de uma alma. Era uma mulher na casa dos 20 anos, um pouco mais talvez, não sabia ao certo!
Algumas vezes pensara em se aproximar, mas sob qual pretexto? Abandonara o consumo de cafeína no mesmo instante que tragara o último cigarro. Todo dia o ritual se repetia, atravessava a rua e continuava a caminhar pela calçada da cafeteria, eram passes largos até metros da porta principal; ali, os passos diminuíam, as mãos caiam aos bolsos e os dedos contavam as moedas. Entrava na banca de revistas que se encontrava diagonalmente a loja. Ali, entre folhadas em revistas e jornais, depositava seus olhos sobre a menina.
Beleza... Belezinha... Belezona
Que adorável civilização é a nossa. Tão pitoresca que um frescor de orvalho invadindo as narinas mais afortunadas pode constatar exatamente isso que afirmo. Vários conceitos são de difícil assimilação e talvez um dos mais interessantes seja o da beleza.
Esta que tantos desejamos é efêmera, passa tão depressa que nos deixa apenas com rastros espalhados nos sulcos do rosto, registrada nas fotos que alguns sempre tentaram evitar. Quando nos defrontamos com estes registros comumente exclamamos como estávamos bem!
