quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Meu Testamento

O dia que eu morrer, qual de vós irá lamentar mais minha partida?
Não são palavras tolas como julgas em tua mente limitada,
Se assim as jogo ao ar, motivo sulbime existe.

Já sinto ao lado meu, o braço cinza e gélido da irmã,
Busca os meus para em par,
Partir dos domínios do sol gelado e da água limpida!

Meus filhos chorariam, embora aqui estejam e não saibam quem sou,
Minha doce companheira, assim o faria,
Se não tivesse chorado tanto por mim em vida.

Existirá, sei que existirá, ou pelo menos me agarro
Na vaga idéia, algo como miragem no deserto,
Que em alguma parte deste mundo ovalado existirá

Um par de olhos, antes coloridos e tomados de esperança e vida,
Que derramamarão lágrimas, que se puderem ser de saudade,
Serão de pena, se ainda não o forem, que sejam então de raiva!

Pensando bem, não desejo prantos,
Quero apenas sorrisos e risos, lembranças que tragam a razão,
Não transformem um momento simples em espetáculo de dor e sofrer.

Reze uma oração do credo que souberes, da forma que desejar
Será minha recomendação de chegada ao novo mundo
E assim saberei; viverei em ti e viverás em mim para o todo e sempre!

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