sábado, 1 de agosto de 2009

Aspirações

Escuta dentro de teu coração a cavalga incessante,
Sinta o cheiro úmido do alvorecer, permita-se viver inconsequentemente o hoje
Sem delonga, para montado no corcel em busca de paragens mais amplas,
Ressurgido como os antigos guerreiros de um mundo novo,
Repleto de possibilidades e desafios, retomando o controle de suas decisões,
Fatores propícios para a manutenção das fantasias intrínsecas
No poço profundo das indefinições mortais dos pobres joguetes divinos,
Os próximos cordeiros a serem imolados pela lâmina afiada e sanguinária da irmã morte.

Sinta o aperto do peito e a penunmbra da noite fria que se aproxima,
Trazendo ao longe o coral de uivos transpacentes dos lobos solitários
Que ao enamorarem-se pela lua tão distante, como a realização de nossos sonhos,
Passam a corteja-la na esperança que aproxime-se deles o seu maior objeto de desejo.
Algo semelhante as nossas aspirações será mera coincidência!
Enquanto nos aproximamos do domínio de Morfeu,
Baixamos nossas guardas, ficando a descobertos, indefesos,
A mercê completamente das vontades nem sempre éticas
Do desejo animal que reside em cada um.

Queremos estar onde não devemos, ver quem não podemos,
Amar quem não nos ama, beijar quem já morreu,
Seremos sempre os verdugos dos nossos sonhos,
O braço sujo do Destino!

O Senhor de nossas vidas,
Aquele a quem passamos combatendo na trilha do tempo,
Estampando em nossos rostos, os vincos amargos da desilusão
Por sermos apenas crianças indefesas
Em busca do amor e da certeza de segurança escondidos
Em algum par de braços abertos a nos chamar,
O alento do sol e a brisa eólica,
viajantes do espaço, sem direção e porto pra atracar,
Bem como as plumas soltas no céu azul que rasga o firmamento,
Desafiando nossa imaginação e capacidade de aguentar o sofrimento!

Desceremos sobre o manto esverdeado que cobra a planicie
No pé da montanha coberta de neve, que assiste a tudo impassivelmente,
Morada dos fantasmas que nos perseguem, do inferno ao Éden,
Criados à nossa imagem e semalhança.
Tão parecidos que confundem o melhor observador, visão rápida,
Pensamento lento, esse é o problema fundamental, do qual tentamos fugir.

Não fujamos, o perigo espera-nos a cada esquina,
A cada porta e amanhecer
Atirar-se ao desconhecido, antes de tudo é uma questão de sobrevivência
peguemos emprestadas as asas da imaginação
E alcemos o Vôo que não esperam nossos inimigos.
Mostremos, enquanto houver latente em nossos peitos um coração,
Que não entregaremos nossos postos, a batalha será longa e a guerra eterna!

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