segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Sempre Fotos

Já escrevi sobre fotos. Talvez duas ou três vezes, mas não me recordo o exato número de vezes. Essa é uma das vantagens de ir envelhecendo, você tem a desculpa exata para estes lapsos repentinos de memória. 

Que posso fazer se após organizar de forma mais ou menos adequada e transpô-las para o papel para ganharem asas e vida, não me recordo de uma única estrofe? Praticamente renego aquele momento em que as idéias surgiram, foram mensuradas. amadurecidas e partiram para deixar de ser uma propriedade privada para perderem-se nas estradas da vida?

Bem, mas a grande verdade e o que interessa aqui é o fato de ser um apaixonado por fotos. Tenho apreço especial em ficar minutos encarando o que está registrado, captado em um átimo de tempo e que se torna eterno. Fazer o que se esta é a melhor forma de curtir a nostalgia que insiste em acompanhar-me durante estes anos?

Não me sinto seguro a confiar as imagens que me emocionaram, os locais que visitei, a arte que convidou-me a viajar por eras distintas ou as bocas que beijei, guardadas em meu HD encefálico. Preciso olhar, forçar a memória para relembrar aqueles momentos. Sentir uma lufada de vida percorrer os poros, alojar-se no coração e virar combustível da alma.

Pensando bem, talvez seja exatamente isto, fotos, lembranças, esquecimentos, gostos e sabores, tudo junto e muito bem misturado que dê sabor a vida.

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