quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

O ébrio e o escrevinhador


Vicente Celestino imortalizou em seu cantar:
Tornei-me um ébrio e na bebida busco esquecer
Aquela ingrata que eu amava e que me abandonou.
Apedrejado pelas ruas vivo a sofrer.
Não tenho lar e nem parentes, tudo terminou...

Eu, ao contrário, tornei-me um "escrevinhador",
e assim busco lembrar, a mim e aos outros,
do que de belo e triste existe,
nos olhos que tudo prometem sem nada afirmar,
dos lábios que se tocam sem beijar.


Nesta incessante caçada pelo oásis,
mesmo tendo lar, ponto fixo, família e amor,
nada de mais melancólico existe meu caro,
na alma de um "escrevinhador" ou de um ébrio,
que sufocar a dor da perda, entre os versos da vida!


Nenhum comentário:

Postar um comentário