domingo, 11 de janeiro de 2015

A magia dos 40 anos

Ah o romântico Casemiro de Abreu,
magistralmente nos presenteou com seus versos
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!...

E vão se os anos, passam os dias, correm os ponteiros,
Olhamos ao espelho e não reconhecemos de imediato,
os traços, as rugas que rasgam a pele,
aqueles teimosos cabelos alvos ou sua ausência proibida,

as limitações do corpo que contradizem com as asas do pensar.
Perguntamos incessantemente, onde fomos parar?


Negar o fato é impossível - crescemos, evoluímos,
nos adulteramos, viramos adultos, adúlteros e puros.
Guardamos os sonhos infantis, as aventuras juvenis
e o temor da vida real.
Travamos os desejos, refletimos ansiedades,
deitamos em diversas camas e suspiramos.

Queremos resgatar aquela criança,
revisar os planos, traçar novos caminhos,
arrependimentos surgem, certezas se reafirmam,
e até mesmo poemas sem métricas surgem.
Boas e más histórias surgem para registro,
outras se perdem no fundo do baú do tempo.

E assim, as décadas vão se alternando,
dez anos - brincadeira de crianças;
vinte anos - jovens brincadeiras;
trinta anos - brincadeira de adultos
quarenta anos - é a brincadeira de adultos-jovens.
A inauguração de novo ciclo!

Vamos buscar inspiração em Casemiro,
e blasfemicamente recriar parte de sua obra
Oh! Que alegria que tenho
Deste tempo de vida,
Da minha maturidade querida
Que não troco por tempo algum!





Nenhum comentário:

Postar um comentário