Realizando outra sessão desapego, onde revisito alguns guardados, reciclo, volto a arquivar e deixo armazenadas lembranças fortes, encontrei esta pérola, escrita quando contava com 12 anos.
Somente uma criança conseguiria colocar em um "poema" o termo clorofluorcarbono e por favor não perguntem como e nem o por que. Devia estar bem estimulado para escreve-lo que até um desenho para servir de capa fiz. Sorte não depender de meus dotes artísticos para sobreviver, caso contrário, seria eu, mais um pedinte na multidão.
Não recordo se já o publiquei aqui, mas pelo sim pelo não...
O Comício
Passei por uma rua onde havia um pequeno piquete de ecologistas,
e deles recebi um grande ramalhete com um folheto,
dizendo que haveria um comício para matar,
a curiosidade dos correspondentes da América Latina.
Foram convidadas várias personalidades importantes,
os repórteres de várias emissoras de rádio e televisão,
um famoso cavaleiro, além do juiz Jocelino,
que convidou outros juízes também.
Com uma grande perturbação,
a matilha correu assustada e os pássaros saíram em revoada.
Os fregueses das lojas saíram à frente para ver que barulho era aquele,
Enquanto vilões, vilãos e vilães roubavam pires e limões
que depois foram vendidos aos bobocas sacristões.
O organizador do comício pediu a um repórter
que lesse os últimos dados do recenseamento. Depois disso ele falou:
A flora, como tudo vivo neste mundo,
está sendo destruída pelo gás clorofluorcarbono,
mas não só por ele, mas por outros gases também.
E muito papo foi rolando,
até uma indagação surgir entre as várias pessoas
_ Será que existe mesmo a mula sem cabeça?
Uma dúvida que existe também dentro de mim;
enquanto vivo no bonito mundo de fantasias.

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