Ali se encontrava uma mulher sem medo de viver,
Não poderiam dizer algo diferente dela – pensava assim!
Dia após dia, intercalando os sonhos com a realidade,
Rezava com toda a suavidade de sua alma,
Esperando que as palavras fossem capazes,
Inclusive de mostrar-lhe o que jurava ter perdido.
Almejava coisas tão simples, valorosas em seu viver;
Gostava desde menina de observar as nuvens
Olhando os gigantes pedaços de algodão viajando
No céu infinito, com o fundo azul de tela,
Záz Traz – gritava alto, e surgia nele o que pensava.
Apareciam coelhos e flores, palhaços a brincar.
Listava cada imagem em sua cadernetinha vermelha.
Escrevendo junto os sonhos próprios de infância.
Záz Traz – essas sempre foram suas palavras mágicas!
Naquela noite, algo lhe fizera lembra-las,
Unicamente por sentir-se feliz igual à menininha,
Não sabia onde desembarcaria de seu sonho,
E até aquele momento fazia-se o menos importante;
Záz Traz – era a esperança que havia reencontrado!
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