quarta-feira, 23 de março de 2011

Putas quem são? O que fazem? Onde encontrá-las?

Em uma das tantas noites em que flerto com meus pensamentos acompanhado de uma taça de vinho pensei sobre a descriminação que determinadas mulheres sofrem, as chamadas putas. Para os mais desinformados, de acordo com Arnóbio de Sica, orador latino morto em 330 d.C, na mitologia romana Puta era uma deusa menor da agricultura que presidia a poda das árvores. Algumas versões afirmam que etimologicamente o seu nome viria do latim e significaria literalmente “poda”. Os romanos realizavam festivais por toda e qualquer situação e não haveria de ser diferente com esta deusa. Os festivais celebravam a poda das árvores e durante estes dias, as sacerdotisas manifestavam todo seu agrado em um bacanal sagrado, o que explicaria o significado do termo puta e suas variações nos países de origem latina.

Hoje, podemos dizer que as putas são mulheres que exercem a prostituição, profissão considerada como uma das mais antigas da Humanidade, extremamente respeitada na cultura Greco-Romana e inclusive gozando da amizade pura e sincera de Jesus Cristo na pessoa de Maria de Magdala. Alguns afirmam que essas mulheres fazem favores sexuais em troca de dinheiro. O Wikipedia diz que a prostituição é a troca consciente de favores sexuais por interesses não sentimentais, afetivos ou prazer, consistida geralmente como uma relação onde a troca exclusiva entre sexo e dinheiro não seja regra, porque os favores sexuais podem ser trocados por favorecimento profissional, bens materiais, por informação, completando que, a prostituição é reprovada em diversas sociedades por ser contra a moral dominante, disseminação de DST, por causa do adultério e pelo impacto negativo que poderá causar nas estruturas familiares, embora nem todos os clientes sejam casados.

Fácil, não? Acho que não.

Tenho uma visão muito própria, discordo quando dizem ser esta uma forma fácil de ganhar dinheiro, a menina fica ali disponível por determinado período de tempo e recebe uma bela remuneração, que pode variar de uma centena de Reais até uma quantidade “x”. Algumas realmente gostam do oficio, mas outras o fazem porque precisam sustentar filhos, porque estão pagando seus estudos e no futuro terão carreiras brilhantes e respeitáveis pela sociedade e apagarão este período de suas vidas. Agüentam clientes agressivos, sujos, ignorantes, enfim, é uma roleta viva de seres humanos, não saber quem são e nem como encontrarão seus clientes. Não considero, portanto que seja fácil, alguém dar liberdade a um estranho de forma natural. Acho que vivi na Roma Antiga e por crer em reencarnação traga em mim um respeito e admiração a estas fortes mulheres.

Tantos são os que viram o rosto à elas, olham com desdenhem e comentam instintivamente pelas suas costas, mas me digam, qual a diferença entre elas e as mulheres casadas que se deitam com outros homens? Qual a diferença entre elas e as mulheres solteiras que se entregam a um homem diferente a cada dia? Acaso não lemos que a prostituição é causadora do adultério e pelo impacto negativo que causará no núcleo familiar? E a disseminação das DST pelas relações casuais a cada ciclo de 24 ou 48 horas? Há alguma diferença?

Para ilustrar meu pensamento, divido com vocês estes exemplos:

Conheci uma mulher casada, acima de qualquer suspeita que fazia questão de mostrar a grossa aliança de ouro no dedo anelar esquerdo, fotos do devotado esposo, que fechava o cenho quando escutava qualquer brincadeira ou elogio, que bradava o quanto amava o marido, que não gostava de ser vista na companhia de outros homens, que os classificava como tarados e devassos, mas que após o horário de trabalho se enroscava em sua sala com o estagiário do escritório.

Outra moça, filha de uma família de classe A era conhecida por realizar práticas sexuais pouco usuais e consideradas tabu, inclusive em sua despedida de solteira – sim ela fez um bacanal igual aos romanos, porque fizera jogo duro com o pobre noivo que a considerava imaculada e intocada, e assim ela queria que pensasse até a noite de núpcias.

Uma ex-vizinha, respeitada profissional do mercado financeiro era uma devoradora de homens. Em seus vibrantes vinte e poucos anos, foi capaz de causar inveja a Dama das Camélias, tamanha a rotatividade noturna em sua cama de ferro, que insistia em deixar os parafusos frouxos, para que na madrugada houvesse um ranger insistente que me deixava várias noites insone.

Creio que não exista diferença. Todas são mulheres que buscam a satisfação de seus desejos e instintos sexuais, independente como. A sociedade está mais liberal ou libertina, não sei, o que importa é que algumas unem o útil ao agradável na equação sexo = dinheiro, outras não se importam se poderão machucar emocionalmente terceiras, outro grupo está se lixando para a possibilidade de infectar e se infectar. E antes que alguma leitora mais exalta que tenha experimentado e aprovado o chapéu queira me esfolar, não estou fazendo nenhum tipo de apologia, apenas sugiro que antes de apontarmos o dedo para classificar alguém, façamos uma análise critica, não faremos as mesmas coisas e encontraremos desculpas para nossos atos?

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