Armando demorava a tomar atitudes drásticas, ponderava entre prós e contras, analisando cada cenário de uma situação, captava sinais quase sempre escancarados, mas que passavam despercebidos aos demais. Sempre se regozijava desta qualidade; era como se houvesse nascido para ser um observador e isto lhe proporcionava um prazer incomparável.
Sentado naquele banco sujo de uma praça mais vagabunda ainda, tentava encontrar em que ponto seu julgamento fora prejudicado. Por mais que tentasse, não descobria como fora envolvido em uma teia como aquela, a única certeza é que fizera muito bem em pular daquela situação para locais mais serenos.
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