A Menina do Teto Solar resolveu partir. Conduzirá seus ais interrogatórios em outros ares, mais rarefeitos e de resultados desconhecidos. Não deixou substituta, era sabedora da impossibilidade de encontrar alguém a sua altura para serem capazes de desempenhar o mesmo papel na vida ladeada de vidros.
Talvez, ocorra da Menina-Mulher de Mármore que percorre os mesmos corredores, com uma altivez poucas vezes constatada aproximar-se dela, mas são remotas estas chances. Apesar de seu olhar a alguns ludibriar, a mim não consegue. Tão acostumado às coisas guardadas e escondidas, demonstra uma vontade de alçar vôos, deseja voltar ao tempo em que era apenas a menina dispensada de tomar decisões mais sérias. Perdida em um mundo com vários Senhores, alguns nos Céus e outros na Terra, desfila do alto dos seus saltos, achando-se imune as tristezas da vida. Carente por natureza, incompreendida ao querer desfrutar uma vida sem comentários maldosos e ao pensar que a devoro com meu olhar, equivoca-se uma vez mais, porque só tento ler as mensagens que teimosamente emite aos quatro cantos e ao não encontrar guarida em olhos menos treinados que os meus capazes justamente de admirar quem os julga desprovidos da confiança para estender-lhe a mão!
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