Porque devo te procurar a cada amanhecer, se todas as vezes que me enamorei, em que busquei em teu seio amor, escutei o vazio da noite sibilando ao longe sons imperceptíveis que nada me faziam lembrar de ti? Acaso devería chorar por sonhos plantados em terreno infértil, cultivados com sombras e destempero? Acompanhado da letargia dos minutos que escorrem por dedos marcados com sinais da vida, permaneço na ansiedade nunca antes vista, sem saber qual bússula utilizar a correta onde me afasto ou a quebrada, infeliz recordação que me arrasta ao fundo do oceano, lugar onde jaz o amor que um dia julguei sentir.
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