Quando morremos, não partimos de súbito,
ao contrário do que se pode pensar.
Não somos aqueles balões impulsionados ao céu
que deixam o ar que lhes preenche escapar.
Partimos demoradamente, com intensidade variada
e vamos sumindo dessa existência,
de forma irreversível quando aqueles
que nos conheceram nos acompanham
nessa viagem ao desconhecido.
E assim, quando a última vez nosso nome,
feito mantra evocado nos agradecimentos
e orações for citado por estes lábios conhecidos,
finalmente encontraremos o descanso eterno.
Nenhum comentário:
Postar um comentário