Menina-cereja, cheirosa que só,
Confessa baixinho,
Responde rápido com esmero,
Que boca é essa que tens?
Bocas assim iguais a tua,
Foram desenhadas com esmero pela mão da natureza,
Obra de arte viva e pulsante,
Feitas para se observar,
Criadas para receber veneração,
Quando pintadas de vermelho, lilás, rosa ou nuas,
Autorizam que lábios mortais,
Singelos como pólen Encostem nos seus,
Para impor no fim,
Um desejo desenfreado,
Descobrir se o beijo dela,
Também possui o gosto doce,
Próprio da cerejeira que exala,
Quando desejo estar perto assim.
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