Preciso de colo, assim ela disse em uma noite de primavera. Fechei os olhos e a vi aninhada, com os braços em volta de meu pescoço. Meus lábios encostaram em sua testa, enquanto escutava sua respiração e sentia seu queixo procurar espaço em meu peito.
Minha mão esquerda encontrou a nuca e depois os cabelos macios, que foram acariciados por cinco dedos. A mão direita, atrevida e safada, repousou em sua coxa, a puxou para cima e a deitou melhor. Queria ficar assim, resistente ao tempo e as dores físicas e mentais.
Aninhados, abraçados, entrelaçados, em estado puro de imaginação, que conforta, ameniza, envolve e liberta, mesmo quando tudo não passa de um sonho que se tem acordado.
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