terça-feira, 18 de outubro de 2011

Resposta da Vida

Pedi nova chance compreender, que minha vileza não era apenas minha,
e assim, a Suprema Vida permitiu; clareou aos meus olhos,
ao receber o desabafo urgente da doce alma, que incomodada dizia:
"A que importa aos outros o que penso, se é que penso,
Quem se importa o que sinto, se é que sinto,
Porque me elogiam da beleza física que carrego,
Se assim sou, valho alguma coisa a eles,
Sou um corpo belo que não precisa pensar e nem sentir para ser desejada,
Queria que fosse diferente, seria mais humano, mais justo!"
E pensei, um tanto quanto estranho, com a cabeça girando e voando,
Sou diferente! Talvez tenha descoberto agora, não sou tão vil e mesquinho;
porque sem tentar impressionar, sempre agi diferente!
Aquelas a quem desejei perto de mim ou com um carinho extremado,
descobri o que pensavam, o que sentiam, o que as faziam diferente.
Independente da alma estar presa em um corpo sensual e sarado ou
em um corpo fora dos padrões da beleza ocidental,
Porque o físico se esvai, a beleza se consome na primeira esquina,
e de que me adiantaria, tê-las se não soubesse do que eram feitas?

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