Henry não é o tipo de pessoa que vive uma vida pela metade - ou pelo menos se classificava assim. Possuía verdadeiro horror às incertezas e indefinições que lhe eram impostas, não concordava com o paradigma enraizado de ser necessário, muitas vezes cego aos acontecimentos sob pena de incomodação. Em sua ótica, Henry também não achava crível que existisse tantas pessoas escondidas sob a capa mórbida da hipocrisia; sua tentativa permanente era de nunca vestir tal indumentária!
Já viveram em Lyon a experiência de ser dividido, não aguentaria novamente mentir tão escancaradamente como fizeram, transformando sua tão pacata vida de professor em tempestade tropical. Decididamente, viver pela metade foi a droga mais devastadora que experimentara e da qual, até hoje sente os efeitos.
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