Esta quinta-feira foi prodigiosa ao me confrontar com situações cotidianas de uma pequena-grande metrópole brasileira, já escrevi sobre o pedinte com a máquina de cartão na sinaleira, porém essa perde para o que narrarei.
Caminhava lépido e fagueiro em uma das principais Avenidas da cidade quando começo a escutar ao longe aquela tradicional batida sonora... tum-tum-tum-tum.
Aquela poluição sonora mostrou-se uma tortura quanto mais o veículo vencia o caótico trânsito do final da tarde e se aproximava de mim.
Um flamante carro de elevado valor comercial, com um cidadão que aparenta ter uma boa posição profissional, sem nenhum boné de aba reta ou de bico de pato na cabeça, espontaneamente brindava a todos com o mais belo lançamento da industria musical.
Fiquei estarrecido no exato instante que fui apresentado a letra melodiosa e repleta de sentimento e sentido. Tristemente constatei a falência da sociedade tupiniquim, com a compreensão que apenas o meteoro pode nos salvar.
"Então joga, joga o popo na piroc@..." e assim foi se repetindo a frase tão bem elaborada quanto este texto, invadindo, sem autorização os ouvidos e mentes de crianças, idosos, gente jovem, de meia idade, sem nenhuma sinalização de constrangimento.
Não que seja moralista, longe disso, quem já presenciou alguma situação muito estressante comigo, sabe que utilizo palavras de baixo calado como vírgula, mas bom senso e caldo de galinha - antes da Carne Fraca - não fazem mal a ninguém.
Toda a forma de manifestação é livre e defendida por nossa já remendada Constituição, mas o já citado bom senso parece ter sido consumido destes trópicos. Nada contra, mas se ainda há aqueles que consideram o Rock o filho do Capiroto, do Rubro, do Guampa Torta, o que esperar da paternidade desta "música"?
Prefiro não ser apresentado ao genitor da obra.
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