O mais difícil em escrever qualquer linha sobre alguém que não está mais em tua vida, é a necessidade urgente de tornar a lembrança o mais impessoal possível.
Admiro, sincera e profundamente os poetas e escritores que mandam às favas tais convenções sociais e o cuidado de preservar o anonimato e gritam em profusão o nome de suas inspirações, dos amores agora impossíveis, mas sobre os quais teimosamente desejam escrever.
Não se preocupam com o desconforto da explicação, a dor de cabeça com indagações e aquela indignação semelhante a declaração da terceira, quarta, quinta ou quiçá sexta guerra. Desconhecem o ensinamento que todo amor, se não vivido, deve morrer sufocado entre lençóis.
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