Considero a História – ciência – extremamente importante para a condução correta de uma sociedade. Apenas sabendo de que forma chegamos até o estágio atual, sabendo as transformações que nossos ancestrais promoveram, compreendendo o nosso presente é que conseguiremos trilhar o caminho que nos levará para o futuro.
Sou uma verdadeira traça de sebos do centro de Porto Alegre e numa de minhas investidas descobri um livro de páginas amareladas pelo tempo que conta a História de Porto Alegre. Escrito pelo historiador, poeta e jornalista Walter Spalding, o livro Pequena História de Porto Alegre, datado de 1967 e publicado pela antiga Editora Sulina, é uma verdadeira aula.
Ao aprofundar-se nas raízes e nos motivos que levaram a assinatura da carta de sesmaria em cinco de novembro de 1740 em nome Jerônimo de Ornelas Menezes e Vasconcelos, estabelecendo a sua residência no morro Santana, passando pelo assentamento dos casais açorianos, abertura de ruas e povoados, à elevação ao posto de cidade por D. Pedro I, recebendo o titulo de “Leal e Valerosa Cidade de Porto Alegre” – sim é valerosa, posteriormente eternizada como valorosa, contando o surgimento de bairros, ruas e parques até os dias em que a obra foi escrita, é um compêndio interessante para quem deseja saber do que nosso povo e cidade são feitos.
Walter Spalding faleceu em 1976, depois de ter desempenhado além das funções já mencionadas, o cargo de bibliotecário do Arquivo Municipal de Porto Alegre entre 1937 e 1938, assumindo o cargo de diretor do Arquivo e da Biblioteca Pública de Porto Alegre onde aposentou-se em 1963. Foi membro da Academia Rio-Grandense de Letras, do Instituto Geográfico Brasileiro, Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul e do Instituto Brasileiro de Genealogia. Foi homenageado como Patrono da Feira do Livro de Porto Alegre em 1978 e hoje empresta seu nome à rua onde está localizada uma das entradas da Policia Federal de Porto Alegre no bairro Azenha.
É dele a frase: “A História e a Tradição, mais do que lembranças do passado, são alicerces da vida, reconstrução intelectual de outras eras, para cimentar o presente com caráter e dignidade”.
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