sábado, 26 de junho de 2010

Serrana

Fazia um ano, talvez pouco tempo mais,
Realmente não conseguia lembrar,
Ainda que desejasse havia uma cortina
Noturna a impedir que cantasse.
Continuava com aquela melodia viva,
Intensa, a lembrar cores fortes
Estampadas em cada horizonte,
Luzes das estrelas refletindo
Em cada janela o brilho de seus olhos.
Sentia que tudo lhe era permitido,
Inquieta, esperava ser resgatada,
Livre das amarras bronzeadas,
Viajaria ao seu jardim de Quimeras
Aonde suas flores azuis a esperavam;
Demonstraria sua nova capacidade,
E tomando as rédeas de sua vida,
Faria promessa a todos os Santos,
Respondendo a qualquer chamado.
Estaria atenta a cada novo dia no
Impulso primeiro de buscar
Toda felicidade guardada
Através dos segredos espalhados do
Singelo amor transformado em desejo.

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