sábado, 26 de junho de 2010

IV

O mundo visto pela janela de minha casa é de constante transformação. Assim sem falar muito, apenas observando, compreendo que minha profunda lamentação invade os corredores da lembrança, aciona as recordações mais sublimes, escondidas da vida do adulto em que me transformei. Deixo os olhos do menino, percorrer cada janela em busca de algo que mantenha acesa a chama de esperança, que explique a transformação das pessoas, de poesia a um filme de horror, esquecendo das palavras, pavimentos dos caminhos eternos que nos levam aos nossos amores verdadeiros, e é assim que guardo com intensidade os grãos de centeio, na esperança que germine vida sob a terra tão seca.

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