Perdoe todo o tolo que infantilmente pensa na transferência de suas carências para aqueles que julga serem aptos a receber seus mais sinceros e belos sentimentos de bem querer. Nesta submersão de pensamentos, revolução que surge em cada amanhecer, esconde a chave mestra, responsável por destravar todas as portas, transformando areia em ouro, água em vinho e assim, nestes estranhos momentos, em que palavras e atos não podem traduzir os verdadeiros significados que surgem em cada tomada de decisão
Foi com uma flecha embebida no éter mais forte – o da paixão – que minha alma foi atingida. Talvez sejam apenas devaneios tolos a me perturbar refletidos em você, perdida na multidão, a escolhida entre tantas que passaram nos reinos que ergui pelas entradas da vida, edificando meu inquebrantável castelo.
As atitudes afugentam, oprimem e furtam o chão por onde se pisa e nos salões em que se baila, a ansiedade te procura, de forma tola, boba, quase infantil, sem saber que a verdade tão escancarada à minha frente, transforma todo o resto em profunda inverdade, afirmando categoricamente que nem hoje e ontem, nem no amanha e pelos dias da eternidade, será descoberto um pequeno espaço para se viver o desejo. Tão diferentes, necessidades inequívocas, sentimentos tão contrastados como sol e lua, reflexos escondidos e tão transparentes.
É assim, cada ato e som, partida e chegada, será guardada na garrafa atirada ao mar, levará a esmo tudo o que um dia senti, sinto e sentirei, matando aquele que muito pensa em ti, deixando viver o resto, que inflado de remorso, chora toda noite, sem ter fim por unicamente não estar junto a ti!
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