Seja bem vindo, aqui compartilho um pouco de "minha Obra", meus pensamentos, os personagens reais e imaginários tomados de dúvidas, crônicas, poemas banais e a forma como enxergo o mundo.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
V
Tantas madrugadas insones, na esperança insensata de ouvir passos pela casa, campainha do telefone a gritar ou algum pequeno sinal, uma demonstração de existência nos vãos deixados, atirados nos quatro cantos da cidade.
Esta indefinição tão definido, o saber das situações como são, como existir e respirar, torna tão humana este degradante momento, zerar os contadores do tempo não identifica a verdadeira raiz do problema.
Vielas esburacadas só refletem o dissabor do vento, insatisfação ao escalar morros em busca de paisagens verdejantes. Complicado é possuir milhares de pensamentos prontos para criarem vida, mas igualmente possuir a inata incapacidade de organiza-los e a coragem para dizer Adeus!
Estação Perdida
parti para voltar logo;
sem destino segui,
possuindo meu nome como carta,
recomendação para a solidão.
Um minuto de contemplação
na brisa profunda,
nos sinos abafados,
descrédito absoluto do show de palhaços
dizem não parem, nem feche os olhos,
o trilho segue montanha abaixo
e lá existe vida!
Eu quero um amor
em que seja impossivel
viver nos diferentes lugares,
mesmo que sintam-se únicos,
são todos iguais.
Eu quero um amor diferente,
apenas um que leve meu abraço longe
tão repleto de pequenas nuances
sem romance,
apenas toques ligeiros,
que me traga irresponsabilidade.
Eu quero um amor frio,
para nada sentir,
apenas o queimar da pele,
sem beijos, sem despedidas.
Eu quero sim um amor,
que me torne tolo,
me arrebate, derrube e levante,
de forma equivocada,
em instantes completamente diferentes!
sábado, 26 de junho de 2010
Serrana
Realmente não conseguia lembrar,
Ainda que desejasse havia uma cortina
Noturna a impedir que cantasse.
Continuava com aquela melodia viva,
Intensa, a lembrar cores fortes
Estampadas em cada horizonte,
Luzes das estrelas refletindo
Em cada janela o brilho de seus olhos.
Sentia que tudo lhe era permitido,
Inquieta, esperava ser resgatada,
Livre das amarras bronzeadas,
Viajaria ao seu jardim de Quimeras
Aonde suas flores azuis a esperavam;
Demonstraria sua nova capacidade,
E tomando as rédeas de sua vida,
Faria promessa a todos os Santos,
Respondendo a qualquer chamado.
Estaria atenta a cada novo dia no
Impulso primeiro de buscar
Toda felicidade guardada
Através dos segredos espalhados do
Singelo amor transformado em desejo.
IV
III
II
É preciso fechar os olhos do corpo,
Enxergar com a alma a proposta da vida
Que dia é hoje? Não conto mais,
Deixei de me importar com coisas pequenas,
Quero saber dos encontros proibidos
Das cartas escritas e soltar por ai,
As recordações perdidas nas manhãs de domingo,
Porque aprendi que o amor é um cego errante
Tateando cada força ingênua que lhe apresenta,
Como se bastasse apenas palavras repetidas
Para assentar um viajante indômito.
I
Canções distantes que não me recordo mais,
Palavras mentirosas que me fizeram perder tudo,
E que amores finitos são estes,
Canções surdas que fazem força para serem escutadas
Em um tempo que não volta mais
Na época em que tudo foi mais fácil,
Sozinho as distâncias pareciam nulas,
Na proximidade os abismos surgem.
Quando me falavas de amor e me fazias sonhar,
A nostalgia de nossos encontros era constante,
Hoje sem nenhum senso, qualquer porto me acolhe
Todas as palavras soltas no azul nada dizem
Porque eras tu que me fazias sonhar
Palavras ao Mar
Perdoe todo o tolo que infantilmente pensa na transferência de suas carências para aqueles que julga serem aptos a receber seus mais sinceros e belos sentimentos de bem querer. Nesta submersão de pensamentos, revolução que surge em cada amanhecer, esconde a chave mestra, responsável por destravar todas as portas, transformando areia em ouro, água em vinho e assim, nestes estranhos momentos, em que palavras e atos não podem traduzir os verdadeiros significados que surgem em cada tomada de decisão
Foi com uma flecha embebida no éter mais forte – o da paixão – que minha alma foi atingida. Talvez sejam apenas devaneios tolos a me perturbar refletidos em você, perdida na multidão, a escolhida entre tantas que passaram nos reinos que ergui pelas entradas da vida, edificando meu inquebrantável castelo.
As atitudes afugentam, oprimem e furtam o chão por onde se pisa e nos salões em que se baila, a ansiedade te procura, de forma tola, boba, quase infantil, sem saber que a verdade tão escancarada à minha frente, transforma todo o resto em profunda inverdade, afirmando categoricamente que nem hoje e ontem, nem no amanha e pelos dias da eternidade, será descoberto um pequeno espaço para se viver o desejo. Tão diferentes, necessidades inequívocas, sentimentos tão contrastados como sol e lua, reflexos escondidos e tão transparentes.
É assim, cada ato e som, partida e chegada, será guardada na garrafa atirada ao mar, levará a esmo tudo o que um dia senti, sinto e sentirei, matando aquele que muito pensa em ti, deixando viver o resto, que inflado de remorso, chora toda noite, sem ter fim por unicamente não estar junto a ti!
sábado, 12 de junho de 2010
Invictus
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