segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Sabedoria diária

Sempre gostei de versar sobre as dualidades que encontramos na vida. Tudo apresenta dois lados para escolha e bastaria estender as mãos ao lado mais conveniente para que a palavra da salvação se faça presente em nossa coleção de sucessos. Tão simples quanto encontrar um diamante no centro de São Paulo.

Você sempre é responsável por suas escolhas, independente se boas ou más; porém o fator determinante para uma tomada de decisão é a capacidade de conviver com ela. Você poderá se eximir de denunciar os pais de uma criança que sofre maus tratos, afinal, ela não é sua filha. Agora, conseguirá repousar a cabeça no travesseiro e dormir o sono dos justos, sabendo que naquele momento um ser pequeno está sendo torturado? Claro, se for um psicopata sua resposta será sim.

Logicamente existem escolhas infinitamente mais fáceis e difíceis que a exemplificada, como diria algum filósofo do caos ou pensador moderno, cada caso é um caso. Um dos ensinamentos mais significativos a que fui apresentado sobre o poder da escolha é o de um rapaz autista, filho de importante apresentador televisivo. 

Contou o apresentador que havia levado o filho a uma livraria e que o deixara livre para escolher os livros que quisesse. Apresentou-lhe uma pilha de publicações, ao que o pai ordenou que levasse apenas metade deles. A reação do rapaz foi instantânea, não levaria nenhum. O pai achando que se tratava de birra e já se irritando perguntou por que ele fazia aquilo e eis que surgiu a sabedoria plena. Ele preferia não levar livro algum a escolher aqueles que ficariam para trás. 

Por que quando há necessidade de escolha, já se está perdendo.

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