Sempre gostei de versar sobre
as dualidades que encontramos na vida. Tudo apresenta dois lados para
escolha e bastaria estender as mãos ao lado mais conveniente para que a
palavra da salvação se faça presente em nossa coleção de sucessos. Tão simples
quanto encontrar um diamante no centro de São Paulo.
Você sempre é responsável por
suas escolhas, independente se boas ou más; porém o fator determinante para
uma tomada de decisão é a capacidade de conviver com ela. Você poderá se eximir
de denunciar os pais de uma criança que sofre maus tratos, afinal, ela não é
sua filha. Agora, conseguirá repousar a cabeça no travesseiro e dormir o sono
dos justos, sabendo que naquele momento um ser pequeno está sendo torturado?
Claro, se for um psicopata sua resposta será sim.
Logicamente existem escolhas
infinitamente mais fáceis e difíceis que a exemplificada, como diria algum
filósofo do caos ou pensador moderno, cada caso é um caso. Um dos ensinamentos mais significativos a que
fui apresentado sobre o poder da escolha é o de um rapaz autista, filho de importante
apresentador televisivo.
Contou o apresentador que havia levado o filho a uma
livraria e que o deixara livre para escolher os livros que quisesse.
Apresentou-lhe uma pilha de publicações, ao que o pai ordenou que levasse
apenas metade deles. A reação do rapaz foi instantânea, não levaria nenhum. O pai achando que se tratava
de birra e já se irritando perguntou por que ele fazia aquilo e eis que surgiu
a sabedoria plena. Ele preferia não levar livro algum a escolher aqueles que
ficariam para trás.
Por que quando há necessidade de escolha, já se está
perdendo.
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