segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Alicia, sempre, Alicia

Um amigo me chamou uma tarde dessas para contar o que lhe havia acontecido. Começou seu relato de forma simples:

“Não imagina o que me aconteceu há uns dois meses. Subi para pegar o carro, já devia ser umas 20 horas e dividi o elevador com uma colega. Percebi que ela não estava muito bem e comecei a puxar conversa na expectativa que ela dissesse o que lhe estava incomodando. Ela me contou suas razões e ao final fiquei com desejo de abraçar, beijá-la. Nada fiz e nos despedimos, cada um foi pra sua casa. Cara, desde então nunca mais parei de pensar nela, no que deixei de fazer, sempre tive uma queda por ela. Poderia ter dado um beijo daqueles ou simplesmente ter convidado pra sair. Poderia ter conquistado uma linda mulher ou ter levado um fora de cinema. Talvez nada seja como penso ou queira, ela só está sendo bacana e não me dando mole, ou será que não? Essa dúvida me mata!”

Pensei que tortura vive esse amigo. A constante dúvida entre a certeza do não ou a dúvida do sim. Que lhe vale mais, um sonho desfeito ou castelos de ilusão? Poderia viver mais feliz ou em constante sobressalto, mas como disse Blaise Pascal, filósofo Frances falecido em 1662, o coração tem razões que a própria razão desconhece.

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