sábado, 23 de novembro de 2013

O Amor Platônico

Tive acesso a um texto interessante no site “papodehomem.com.br” que versa sobre amor platônico e foda homérica.  Durante o desenvolvimento do texto percebe-se que dois temais distintos não se completam, tornam-se a exceção à regra de que os opostos se atraem e os diferentes se completam. Não existe possibilidade natural que o amor idealizado e o sexo superestimado andem de mãos dadas.

Concordei com alguns pontos defendidos pelo autor e fui contrário a outros, porém isto é do jogo! Atire a primeira pedra quem nunca teve em algum momento de sua existência um amor platônico, doidivano e sem explicação rondando sua mente e coração. Sobrarão pedras e um coro de suspiros regerá a noite ao cada um relembrar suas paixões ocultas.

Imagem da Internet
Separei um trecho do texto que considerei interessante e possibilita ilustrar bem esta situação.

“Amores platônicos nunca devem ser consumados. Eles são idealizações. São uma mera fantasia que dorme apenas na nossa cabeça. E dorme sempre sozinha, sem ter em quem roçar o pé na madrugada fria.
Talvez o amor platônico seja um amor egoísta, que não busca ser compartilhado. Talvez ele não seja esse amor tão impossível como bradam aos quatro ventos, mas sim um amor que pode – mas não deve – ser realizado.”

O amor platônico nunca deve ser declarado, ele poderá ser descoberto, porém jamais assumido. Amar platonicamente não é dos exercícios mais fáceis, é um sofrimento maior do que o enfrentado no amor consumado. Viver um amor platônico é mergulhar em um mundo onde o ser amado é perfeito, as situações cotidianas não causaram nenhum tipo de desgaste, em que a conta do supermercado não será motivo para uma disputa em que surgirão culpados reais por sua vultuosidade.

Platão - Imagem da Internet
O conceito deste amor tem origem em Platão,filósofo grego que acreditava na existência de dois mundos: o primeiro onde tudo é perfeito seria o das idéias e o que vivemos, imperfeito e finito, definido por ele como real. O termo platônico designa o ideal desligado de interesses ou gozos materiais, então o amor platônico acaba sendo definido como o amor distante, que não se aproxima, cercado de fantasias e idealizações.

Aquele que platonicamente ama estremece de excitação em ver o ser amado a sua frente, esquece as palavras que caberiam iguais luvas na conversa, enaltece as virtudes ou simplesmente cala-se, como se apenas admirar respeitosamente aquele par de olhos fosse suficiente para nutri-lhe o coração de paixão. Como não amar um ser perfeito, dono de todas as qualidades existentes e que não possui em sua alma uma mácula sequer?


Viva em algum momento de sua existência um amor platônico, não é pecado e nem errado, mas lembre-se em não se demorar demais nele, porque o amor não é uma matéria que pode ser aprendida à distância. Ele precisa ser estudado, analisado diariamente para que não surja a frustração e sim a descoberta e compreensão dos reais anseios do ser amado, a verdadeira essência, seus medos, falhas e fortalezas que se mostrarão, infinitamente mais belas e amáveis!

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