Tive acesso a um texto interessante
no site “papodehomem.com.br” que versa sobre amor platônico e foda homérica. Durante o desenvolvimento do texto percebe-se
que dois temais distintos não se completam, tornam-se a exceção à regra de que
os opostos se atraem e os diferentes se completam. Não existe possibilidade
natural que o amor idealizado e o sexo superestimado andem de mãos dadas.
Concordei com alguns pontos
defendidos pelo autor e fui contrário a outros, porém isto é do jogo! Atire a
primeira pedra quem nunca teve em algum momento de sua existência um amor
platônico, doidivano e sem explicação rondando sua mente e coração. Sobrarão
pedras e um coro de suspiros regerá a noite ao cada um relembrar suas paixões
ocultas.
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| Imagem da Internet |
Separei um trecho do texto que
considerei interessante e possibilita ilustrar bem esta situação.
“Amores platônicos nunca devem ser consumados. Eles
são idealizações. São uma mera fantasia que dorme apenas na nossa cabeça. E
dorme sempre sozinha, sem ter em quem roçar o pé na madrugada fria.
Talvez o amor platônico seja um amor egoísta, que não
busca ser compartilhado. Talvez ele não seja esse amor tão impossível como
bradam aos quatro ventos, mas sim um amor que pode – mas não deve – ser realizado.”
O amor platônico nunca deve ser
declarado, ele poderá ser descoberto, porém jamais assumido. Amar
platonicamente não é dos exercícios mais fáceis, é um sofrimento maior do que o
enfrentado no amor consumado. Viver um amor platônico é mergulhar em um mundo
onde o ser amado é perfeito, as situações cotidianas não causaram nenhum tipo
de desgaste, em que a conta do supermercado não será motivo para uma disputa em
que surgirão culpados reais por sua vultuosidade.
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| Platão - Imagem da Internet |
O conceito deste amor tem origem
em Platão,filósofo grego que acreditava na existência de dois mundos: o
primeiro onde tudo é perfeito seria o das idéias e o que vivemos, imperfeito e
finito, definido por ele como real. O termo platônico designa o ideal desligado
de interesses ou gozos materiais, então o amor platônico acaba sendo definido
como o amor distante, que não se aproxima, cercado de fantasias e idealizações.
Aquele que platonicamente ama
estremece de excitação em ver o ser amado a sua frente, esquece as palavras que
caberiam iguais luvas na conversa, enaltece as virtudes ou simplesmente
cala-se, como se apenas admirar respeitosamente aquele par de olhos fosse
suficiente para nutri-lhe o coração de paixão. Como não amar um ser perfeito,
dono de todas as qualidades existentes e que não possui em sua alma uma mácula
sequer?
Viva em algum momento de sua
existência um amor platônico, não é pecado e nem errado, mas lembre-se em não
se demorar demais nele, porque o amor não é uma matéria que pode ser aprendida
à distância. Ele precisa ser estudado, analisado diariamente para que não surja
a frustração e sim a descoberta e compreensão dos reais anseios do ser amado, a
verdadeira essência, seus medos, falhas e fortalezas que se mostrarão,
infinitamente mais belas e amáveis!


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