domingo, 24 de novembro de 2013

Fim da relação

Uma amiga perguntou-me, por ser, conforme ela um cara experiente no assunto de separação sobre as dificuldades que enfrentei com as ex-companheiras no período pós-vida em comum. Talvez tenha sido um cara privilegiado, porque não consigo lembrar-me de nenhum infortúnio ou incomodo.

Existe muita lenda a respeito disto. Li um post engraçado em uma rede social que geralmente os homens contam as aventuras que nunca tiveram enquanto as mulheres tem aventuras que nunca contaram. O pensamento pode ser completado com a frase com a qual costumo quebrar o gelo – “não tive todas as mulheres que desejei, porém todas as que desejaram me tiveram”. Frase que beira ao cretinismo e que não traduz a verdade.

A realidade é que sempre fui seletivo e esta característica estimulou a relacionar-me com mulheres que possuíam a ambição de conquistar objetivos pelo suor do trabalho e intelecto diferenciado do que com um belo corpo malhado e uma cabeça oca. Este é o motivo que me proporcionou a não ter nenhum tipo de problema com as mulheres que passaram em minha vida. Muito ao contrário, cada uma delas foi importante e possui sua dose de contribuição em cada obstáculo superado e batalha vencida.

As mulheres com o primeiro perfil trazem qualidade aos relacionamentos, te auxiliam a estruturar melhor as emoções, conseguem com maior facilidade curar as feridas geradas por palavras mal colocadas o sentimento de egoísmo que ainda impera na mente e coração dos seres humanos imperfeitos.

Já escrevi sobre o papel de incompreendido que o (a) ex desempenha nesta sociedade totalmente rancorosa (clique aqui). Ainda comungo das idéias expostas no texto e penso que não se deve ficar murmurando os ais de pena de si e tão pouco buscar a vingança que supostamente aplicaria as dores da alma.

Todos sabem os motivos que fazem os relacionamentos chegarem ao fim, seja a falta de cumplicidade, os caminhos distintos, a infidelidade – embora um colega diga que só é traído quem tem curiosidade, a falta de sonhos em comum, enfim, a lista beira ao infinito.

Entendo que o ser humano não atingiu a um nível que lhe permita encarar sempre sem mágoas o final de uma relação, independente como ele foi alicerçada, se é amorosa, profissional ou amigável. É preciso entender que nem sempre a pessoa que te acompanhou até a terceira base será a mesma que chegará com você na quarta base e talvez ela não chegue à quinta.

Frieza? Talvez, não sei ao certo, nunca parei para analisar com uma visão mais humanista, filosófica, psiquiátrica. Entendo apenas que as pessoas foram criadas e concebidas para viver neste mundo e se relacionar uma com as outras por determinado período de tempo, independente de ser curto ou longo.


Então, não é crime quando alguém, sem mais nem menos se ausenta de nossa vida sem uma explicação que nos soe plausível ou sem deixar recado ou adeus. Contrariando o que a sabedoria popular diz – a resposta para o “livrai-nos do mal”, este afastamento é a capacidade mágica que a vida proporciona a cada um de se reinventar, preparar o próximo plano de viagem e pegar a estrada certa rumo ao desconhecido.

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