terça-feira, 26 de novembro de 2013

Batalha do Aflitos - 8 Anos de Superação

O Grêmio é um Clube Multicampeão, conquistou o Brasil (Série A, Copa do Brasil, Supercopa do), a América (Libertadores e Recopa) e o Mundo, além de tantos outros, porém uma das que mais traz orgulho para o torcedor ocorreu em 26 de Novembro, data eternamente marcada no coletivo futebolístico do Rio Grande do Sul de forma diferente para cada metade do Estado. 

Era uma quente tarde de primavera em Porto Alegre e no distante Pernambuco, entravam em campo duas agremiações que lutavam desesperadamente por um futuro melhor em 2006. Grêmio e Náutico dariam inicio às 15 horas, no Estádio dos Aflitos uma partida épica testemunhada in loco por mais de 29 mil pessoas e transmitida para boa parte do País. Muito mais que o título de Campeão Brasileiro, estava em jogo a já combalida saúde financeira do Tricolor para o próximo ano.

Naquele ano o acesso para a Série A era disputado em um quadrangular de turno e returno onde todos jogavam contra todos e os dois clubes com maior pontuação obteriam as vagas.  Completavam este grupo o Santa Cruz, também de Pernambuco e a Portuguesa Paulista. Para o Grêmio bastava um empate para carimbar o passaporte, vitória a certeza do título.

O que ocorreu a partir do apito inicial do árbitro Djalma Beltrami (anos depois envolvido em outro escândalo, este policial), entra para a História do Futebol Mundial com a alcunha de Batalha dos Aflitos. Nunca se presenciou nada parecido! O time da casa empurrado por sua torcida pressionava o Grêmio até que aos 33 minutos do primeiro tempo, há o primeiro pênalti marcado para os donos da casa. O lateral Bruno Carvalho foi escalado para cobrar a penalidade e o resultado é a bola beijar a trave da meta defendida por Galatto.

Os primeiros 45 minutos de jogo tinham chegado ao fim. Restava esperar mais 15 minutos de intervalo e os restantes 45 minutos para voltar a respirar aliviado, tirar a tensão que rondava todos os gremistas, porém o jogo guardava muitas emoções. Enquanto o Santa Cruz vencia seu jogo contra a Portuguesa a tensão aumentava nos Aflitos. Aos 30 minutos do segundo tempo, o lateral esquerdo Escalona coloca a mão na bola, como já tinha cartão amarelo, recebe o segundo e é expulso. O Náutico cresce no jogo.

Logo aos 32 minutos, Galatto derruba o atacante Miltinho, mas o árbitro marca simulação e amarela o jogador pernambucano. A pressão aumentava e aos 35 minutos ocorreu o lance que deixou em suspensão toda a República Rio-grandense e mudou a história de jogadores, treinadores, torcedores e de Djalma.

Em um chute de fora da área a bola bate no braço do volante Nunes, e o atrapalhado arbitro marca nova penalidade. Um gol do Náutico, com menos de 10 minutos restantes de jogo e com o Grêmio com um jogador a menos praticamente selaria o destino Tricolor. O ano de 2006 seria mais um de peregrinação pelo País, jogando contra times de pouca ou nenhuma expressão em recantos nunca vistos.

O que se presenciou em campo foi a maior demonstração de indignação, vergonha na cara e hombridade dos atletas gremistas. O lateral direito Patrício veio correndo em direção ao árbitro e sem conseguir para em tempo deu uma peitada típica de MMA em Beltrami. Cartão vermelho! Nunes ao tentar segurar Beltrami pela camisa também é avermelhado. O Grêmio estava com três atletas a menos e com um pênalti contra.

Onze minutos de paralisação e tumulto generalizado depois, Beltrami tentava colocar a bola na posição para cobrança e numa atitude de indignação o zagueiro Domingos dá um tapa na mão do juiz. Resultado, a quarta expulsão Tricolor. Agora o Grêmio tinha um quadro de terror em sua frente, pênalti contra e quatro jogadores a menos e com o jogo do Santa Cruz finalizado. Por sinal, o outro clube Pernambucano já dava volta Olímpica comemorando o título nacional.

A responsabilidade de converter a penalidade sobrou para o lateral Ademar, que nunca havia cobrado um tiro livre na carreira. Os jogadores do Náutico em claro sinal de instabilidade emocional se isentaram da cobrança. Sob as traves estava o único atleta que havia permanecido alheio a toda confusão. Formado nas categorias de base do clube, o goleiro Galatto sabia que era o momento de brilhar.

Enquanto o adversário arrumava a bola na marca de cal, o arqueiro chega perto dele e ao invés de provocá-lo, ele olha para o lateral e diz: “Deus te abençoe”. Quem poderia esperar uma atitude destas em meio a batalha campal que a partida havia se transformado? O resultado é conhecido o pênalti foi cobrado no meio do gol e com a perna direita Galatto faz o impossível, cala o Estádio.

Ainda faltavam 10 minutos e mais os acréscimos para garantir a vaga, seria uma tarefa árdua, afinal nunca um time com quatro jogadores a menos havia resistido qualquer investida do time adversário. Atônitos com o que ocorria dentro de campo, os atletas do Náutico não perceberam a saída rápida de bola pelo lado esquerdo de ataque. O atacante Anderson parte pra cima do zagueiro Batata que o derruba. Expulsão do defensor.

Marcelo Costa aproveitando a perplexidade que havia definitivamente se instalado nos jogadores pernambucanos cobrou rapidamente a falta entregando-a para Anderson que invade em diagonal a área adversária e ao passar por dois marcadores toca na saída do goleiro adversário. O inacreditável como narrou um profissional de rádio ocorria. O Grêmio abrira o marcador! Nenhuma imagem reflete tão bem aquele espírito do que a de Anderson correndo em direção à torcida adversária, batendo no peito e gritando em sou foda, eu sou foda, enquanto era presenteado com pilhas e rádios.

A pressão continuou e com 114 minutos de partida o atrapalhado Beltrami encerra a partida. O Grêmio voltava a Série A com o Título Nacional, com o reconhecimento da grandeza da conquista e mostrando que o impossível é apenas uma questão de crença.  Naquela tarde, 14 atletas gravaram seus nomes nas páginas históricas do Tricolor – Galatto; Patrício, Domingos, Pereira e Escalona; Nunes, Sandro Goiano, Marcelo Costa e Marcel (Anderson); Ricardinho (Lucas Leiva) e Lipatin (Marcelo Oliveira).

Recordo perfeitamente que assisti ao jogo no sofá da sala e vestia um dos Mantos da coleção – a camisa Tricolor de 2003, que a persiana da janela estava quebrando o sol com os vidros abertos sem minimizar o calor. Minha esposa da época, colorada fanática, prevendo meu estado de humor passou todo o jogo no Office room secando silenciosamente, direcionando olhares longos para a tela da TV, com aquele sorriso sarcástico que somente os colorados sabem executar, enquanto escutava meus xingamentos direcionados aos jogadores quando surgiam falhas ou desatenção e sobretudo ao ilustríssimo Djalma. 

Comemoração lá e cá, Porto Alegre fervilhava naquele já final de tarde e eu ainda tentava compreender o que tinha presenciado. Talvez por tudo isso, o dia 26 de Novembro é lembrado como o “Dia da Garra Gremista”, por uma decisão do Conselho Deliberativo do Clube.


Afinal, quem viu, viu, quem não viu, jamais verá! 

Imagens retiradas da Internet

domingo, 24 de novembro de 2013

Fim da relação

Uma amiga perguntou-me, por ser, conforme ela um cara experiente no assunto de separação sobre as dificuldades que enfrentei com as ex-companheiras no período pós-vida em comum. Talvez tenha sido um cara privilegiado, porque não consigo lembrar-me de nenhum infortúnio ou incomodo.

Existe muita lenda a respeito disto. Li um post engraçado em uma rede social que geralmente os homens contam as aventuras que nunca tiveram enquanto as mulheres tem aventuras que nunca contaram. O pensamento pode ser completado com a frase com a qual costumo quebrar o gelo – “não tive todas as mulheres que desejei, porém todas as que desejaram me tiveram”. Frase que beira ao cretinismo e que não traduz a verdade.

A realidade é que sempre fui seletivo e esta característica estimulou a relacionar-me com mulheres que possuíam a ambição de conquistar objetivos pelo suor do trabalho e intelecto diferenciado do que com um belo corpo malhado e uma cabeça oca. Este é o motivo que me proporcionou a não ter nenhum tipo de problema com as mulheres que passaram em minha vida. Muito ao contrário, cada uma delas foi importante e possui sua dose de contribuição em cada obstáculo superado e batalha vencida.

As mulheres com o primeiro perfil trazem qualidade aos relacionamentos, te auxiliam a estruturar melhor as emoções, conseguem com maior facilidade curar as feridas geradas por palavras mal colocadas o sentimento de egoísmo que ainda impera na mente e coração dos seres humanos imperfeitos.

Já escrevi sobre o papel de incompreendido que o (a) ex desempenha nesta sociedade totalmente rancorosa (clique aqui). Ainda comungo das idéias expostas no texto e penso que não se deve ficar murmurando os ais de pena de si e tão pouco buscar a vingança que supostamente aplicaria as dores da alma.

Todos sabem os motivos que fazem os relacionamentos chegarem ao fim, seja a falta de cumplicidade, os caminhos distintos, a infidelidade – embora um colega diga que só é traído quem tem curiosidade, a falta de sonhos em comum, enfim, a lista beira ao infinito.

Entendo que o ser humano não atingiu a um nível que lhe permita encarar sempre sem mágoas o final de uma relação, independente como ele foi alicerçada, se é amorosa, profissional ou amigável. É preciso entender que nem sempre a pessoa que te acompanhou até a terceira base será a mesma que chegará com você na quarta base e talvez ela não chegue à quinta.

Frieza? Talvez, não sei ao certo, nunca parei para analisar com uma visão mais humanista, filosófica, psiquiátrica. Entendo apenas que as pessoas foram criadas e concebidas para viver neste mundo e se relacionar uma com as outras por determinado período de tempo, independente de ser curto ou longo.


Então, não é crime quando alguém, sem mais nem menos se ausenta de nossa vida sem uma explicação que nos soe plausível ou sem deixar recado ou adeus. Contrariando o que a sabedoria popular diz – a resposta para o “livrai-nos do mal”, este afastamento é a capacidade mágica que a vida proporciona a cada um de se reinventar, preparar o próximo plano de viagem e pegar a estrada certa rumo ao desconhecido.

sábado, 23 de novembro de 2013

Muito Simples

Não desejo escrever textos rasos ou profundos,
Tão pouco expressar entre vocábulos e verbos,
Qualquer tipo de idéia mal concebida,
Somente permitir que fluam,
Por meio de palavras, poemas e analogias,

Aquilo que um poeta possui em sua alma.

O Amor Platônico

Tive acesso a um texto interessante no site “papodehomem.com.br” que versa sobre amor platônico e foda homérica.  Durante o desenvolvimento do texto percebe-se que dois temais distintos não se completam, tornam-se a exceção à regra de que os opostos se atraem e os diferentes se completam. Não existe possibilidade natural que o amor idealizado e o sexo superestimado andem de mãos dadas.

Concordei com alguns pontos defendidos pelo autor e fui contrário a outros, porém isto é do jogo! Atire a primeira pedra quem nunca teve em algum momento de sua existência um amor platônico, doidivano e sem explicação rondando sua mente e coração. Sobrarão pedras e um coro de suspiros regerá a noite ao cada um relembrar suas paixões ocultas.

Imagem da Internet
Separei um trecho do texto que considerei interessante e possibilita ilustrar bem esta situação.

“Amores platônicos nunca devem ser consumados. Eles são idealizações. São uma mera fantasia que dorme apenas na nossa cabeça. E dorme sempre sozinha, sem ter em quem roçar o pé na madrugada fria.
Talvez o amor platônico seja um amor egoísta, que não busca ser compartilhado. Talvez ele não seja esse amor tão impossível como bradam aos quatro ventos, mas sim um amor que pode – mas não deve – ser realizado.”

O amor platônico nunca deve ser declarado, ele poderá ser descoberto, porém jamais assumido. Amar platonicamente não é dos exercícios mais fáceis, é um sofrimento maior do que o enfrentado no amor consumado. Viver um amor platônico é mergulhar em um mundo onde o ser amado é perfeito, as situações cotidianas não causaram nenhum tipo de desgaste, em que a conta do supermercado não será motivo para uma disputa em que surgirão culpados reais por sua vultuosidade.

Platão - Imagem da Internet
O conceito deste amor tem origem em Platão,filósofo grego que acreditava na existência de dois mundos: o primeiro onde tudo é perfeito seria o das idéias e o que vivemos, imperfeito e finito, definido por ele como real. O termo platônico designa o ideal desligado de interesses ou gozos materiais, então o amor platônico acaba sendo definido como o amor distante, que não se aproxima, cercado de fantasias e idealizações.

Aquele que platonicamente ama estremece de excitação em ver o ser amado a sua frente, esquece as palavras que caberiam iguais luvas na conversa, enaltece as virtudes ou simplesmente cala-se, como se apenas admirar respeitosamente aquele par de olhos fosse suficiente para nutri-lhe o coração de paixão. Como não amar um ser perfeito, dono de todas as qualidades existentes e que não possui em sua alma uma mácula sequer?


Viva em algum momento de sua existência um amor platônico, não é pecado e nem errado, mas lembre-se em não se demorar demais nele, porque o amor não é uma matéria que pode ser aprendida à distância. Ele precisa ser estudado, analisado diariamente para que não surja a frustração e sim a descoberta e compreensão dos reais anseios do ser amado, a verdadeira essência, seus medos, falhas e fortalezas que se mostrarão, infinitamente mais belas e amáveis!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Ela não pediu nada!


Pensei em alguns títulos para esta crônica, porém nenhum soou melhor que este – “Ela não pediu nada!” – e durante as próximas linhas ele será repetido tal um mantra, talvez assim, uma semente de consciência possa ser plantada em alguma mente atolada no lodo da poluição e do desrespeito humano.

Somente nesta terça-feira, soube do caso ocorrido na véspera do feriado da Proclamação da República em uma cidade no interior do Rio Grande do Sul, em que uma menina de 16 anos em uma atitude desesperada ceifou a própria vida por ter fotos íntimas suas divulgadas na internet. Porém este não era o destino que ela e os pais desejavam, o sonho da garota era cursar uma faculdade, realizar-se, ser alguém feliz.

O responsável presumidamente é o ex-namorado para quem ela havia encaminhado as imagens. “Ela não pediu nada” apenas confiou que aquele rapaz a quem amara, beijara, fizera planos seria incapaz de um ato tão torpe, ledo engano. Caso não tenha sido ele o divulgador, não teve o cuidado com as imagens, pois elas caíram na rede.

Porém sempre haverá algum defensor dos bons costumes e da família que erguera bandeira dizendo que a vítima “procurou”, afinal quem mandou encaminhar fotos íntimas? Gostaria de entender o que passa na cabeça e alguém que tenta transformar a vítima em criminoso, qual o Q.I. que ela possui ou principalmente em qual dimensão ela transita.

Fico atônito quando me defronto com este tipo de situação em pleno século XXI, o ser humano evolui tanto na área da ciência, é capaz de encontrar a molécula de Deus, subir as estrelas, pisar na lua e eticamente continua totalmente atrasado. A definição do que vem ser ética é perfeitamente traduzida pelo Professor e Filósofo Mário Sérgio Cortella:

Ética é o conjunto de valores e princípios que usamos para responder a três grandes questões da vida: quero? devo? posso? Nem tudo que eu quero eu posso; nem tudo que eu posso eu devo; e nem tudo que eu devo eu quero. Você tem paz de espírito quando aquilo que você quer é ao mesmo tempo o que você pode e o que você deve.

Este divulgador foi ético? Não. Ganhou o respeito de alguém? Talvez de outros energúmenos iguais a ele, tornou-se o “cara” para um bando de imbecis que aplaudem e concordam com a atitude cretina. Certeza é que agora ele deve conviver com o remorso, a dor de carregar em suas costas a morte de uma menina que “não pediu nada”, além de amor, compreensão, proteção e respeito.

O mais preocupante é que atitudes iguais a esta, estão tornando-se cada vez mais recorrentes, talvez impelidos pela sensação de impunidade ou a falta de empatia pelo próximo. Não importa o motivo e sim a necessidade da descoberta da moral, com a qual Cortella traça um paralelo junto a ética, onde ética é o conjunto de princípios e valores de uma pessoa que serve para orientar as suas condutas. Já moral é a prática de suas condutas éticas. Logo, ética e moral não são a mesma coisa como muitos pensam ou interpretam, mas estão conectadas. Moral é a prática de uma ética, concepção ética é o princípio e moral é a prática. Portanto, eu tenho um princípio ético: não pegar o que não me pertence. Meu comportamento Moral é se eu roubo ou não.

Situação tão violenta é igualmente encontrada quando uma mulher é estuprada. “Ela não pediu nada”, não pediu para ser agredida, seu corpo violado, a alma destroçada e seus sonhos arruinados. Não! Ela não saiu de cedo de casa ou tarde da faculdade pedindo para algum doente tratar-lhe como um pedaço de carne pendurado no açougue. Causa-me espanto como os homens são incapazes de escutar um não, como reagem de forma desproporcional a negativa.

Alguns homens, perdoem o termo, esquecem que só devemos adentrar em algum local se convidados. Nestes casos também surgem os defensores dos bons costumes que dirão que uma mulher freqüentar determinado local em determinado horário ou se andar com roupas sumárias está procurando! NÃO, “ela não pediu nada!”Relacionei-me por um tempo com uma mulher que havia sofrido este trauma e garanto que o estrago impetrado às mulheres não possui paralelo Caso não haja um suporte emocional correto, elas acabam muitas vezes, em função da sociedade machista e hipócrita creditando a culpa a si. 

Isto precisa mudar urgentemente, não é mais possível ser conivente com comportamentos doentios, prepotentes, imorais e infantis de homens, ou melhor, garotos sem o menor escrúpulo.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Idos

"vou-me embora, 
porque em mim não cabe mais 
a saudade que sinto dos amores não vividos, 
dos sonhos desfeitos e da frustração imensurável
de não arriscar por ter medo de errar!

poemas tristes,
pensamentos que insistem em martelar
a alma desventurada, que deseja mais 
do que seus braços conseguem proteger"

domingo, 17 de novembro de 2013

Desconfiança

Desconfio das pessoas que tentam salvar o mundo, 
assim como também desconfio daquelas que nunca erram, 
e também das que detém todo o conhecimento 
a respeito de qualquer assunto, 
junta-se a este grupo as que são o supra-sumo da criação, 
abaixo delas todos não passam de meros coadjuvantes, 
inclusive tenho desconfiado da minha capacidade de desconfiar!!