Nesta noite fui visitado em meu leito por questionamentos,
Mas não foram de qualquer tipo, eram intensos e
permissivos.
Esforçavam-se em dizer para nunca duvidar da força dos
pensamentos,
E neste exercício reflexivo surgiu a curiosidade
avassaladora,
Descobrir como está deitada, se seus cabelos ondulados
ficam presos,
A forma que se aninha na cama, se abraça o travesseiro
com sofreguidão,
Se os seus sonhos são profundos ou apenas desliga corpo e
mente.
E seu despertar como será? Tomado das preguiças
encantadoras
Ou tomado da urgência de realizar e escrever criar uma
nova página?
Enquanto conversava insanamente com o nada as dúvidas
surgiam.
Deveria ter falado mais? Encontrado uma forma de dizer
claramente
O que as palavras tímidas tentavam expressar por metáforas?
Qual a medida certa de ousadia? Possuir palavras prontas
para vôo
Mesmo sem saber onde se deseja chegar?
Casualmente lembro o refrão de uma canção que diz:
“Tudo o que eu queria era sentir de novo amor,
Eu daria tudo pra sentir de novo amor,
E se eu abrir o meu coração e a minha alma te convidar,
“Todo cuidado pra não ferir, não jogue meus sonhos fora
outra vez”.
E assim, lamento não conseguir mergulhar nos olhos
expressivos,
Descobrir naquela curva escondida os reais interesses,
Os sinais chegam difusos em meu radar é válido arriscar?
É mais confortante viver na ilusão
Que confrontar-se com a realidade!
Arrependimentos, qual o velho que não os tem?
Logo eu, tão ilogicamente imperfeito sem nenhuma
intuição,
Entrevisto-me desejoso em dizer mais do que posso,
Respiro fundo e me censuro, será licito desejar este
alguém?
Tento esquecer, deixar para lá, simplesmente deixar de
pensar, mas não dá.
Sinais e mais sinais que perturbam,
Me retêm no cais observando o horizonte,
Esperando velas rubras que indicam tua chegada,
Querendo conquistar pequenos espaços dia após dia,
O que pode ocorrer depois de tanto tempo?
Posso conviver com isso, mas o que prefiro?
Conviver com a ausência consentida ou com a presença
imposta?
Sim, posso conviver com isso, mas o que prefiro?
Viver sempre na dúvida do sim ou abraçar a certeza do
não?
muito legal, vou acompanhar agora neste novo endereço as mensagens que queres passar mesmo sem se identificar, usando sempre o imaginário e o poder da mente. Abraço forte.
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