terça-feira, 13 de agosto de 2013

Porto Esquecido

Nesta noite fui visitado em meu leito por questionamentos,
Mas não foram de qualquer tipo, eram intensos e permissivos.
Esforçavam-se em dizer para nunca duvidar da força dos pensamentos,
E neste exercício reflexivo surgiu a curiosidade avassaladora,

Descobrir como está deitada, se seus cabelos ondulados ficam presos,
A forma que se aninha na cama, se abraça o travesseiro com sofreguidão,
Se os seus sonhos são profundos ou apenas desliga corpo e mente.
E seu despertar como será? Tomado das preguiças encantadoras
Ou tomado da urgência de realizar e escrever criar uma nova página?

Enquanto conversava insanamente com o nada as dúvidas surgiam.
Deveria ter falado mais? Encontrado uma forma de dizer claramente
O que as palavras tímidas tentavam expressar por metáforas?
Qual a medida certa de ousadia? Possuir palavras prontas para vôo
Mesmo sem saber onde se deseja chegar?

Casualmente lembro o refrão de uma canção que diz:
“Tudo o que eu queria era sentir de novo amor,
Eu daria tudo pra sentir de novo amor,
E se eu abrir o meu coração e a minha alma te convidar,
“Todo cuidado pra não ferir, não jogue meus sonhos fora outra vez”.

E assim, lamento não conseguir mergulhar nos olhos expressivos,
Descobrir naquela curva escondida os reais interesses,
Os sinais chegam difusos em meu radar é válido arriscar?
É mais confortante viver na ilusão  
Que confrontar-se com a realidade!

Arrependimentos, qual o velho que não os tem?
Logo eu, tão ilogicamente imperfeito sem nenhuma intuição,
Entrevisto-me desejoso em dizer mais do que posso,
Respiro fundo e me censuro, será licito desejar este alguém?
Tento esquecer, deixar para lá, simplesmente deixar de pensar, mas não dá.

Sinais e mais sinais que perturbam,
Me retêm no cais observando o horizonte,
Esperando velas rubras que indicam tua chegada,
Querendo conquistar pequenos espaços dia após dia,
O que pode ocorrer depois de tanto tempo?

Posso conviver com isso, mas o que prefiro?
Conviver com a ausência consentida ou com a presença imposta?
Sim, posso conviver com isso, mas o que prefiro?
Viver sempre na dúvida do sim ou abraçar a certeza do não?

Um comentário:

  1. muito legal, vou acompanhar agora neste novo endereço as mensagens que queres passar mesmo sem se identificar, usando sempre o imaginário e o poder da mente. Abraço forte.

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