terça-feira, 20 de agosto de 2013

A Hora é Agora

Tenho o hábito de comprar ao mesmo tempo, livros mais intensos e robustos em sua classe e conteúdo e outros mais suaves, verdadeiros convites à reflexão ou capazes de proporcionar aquele bem estar típico das leituras de final de férias. Nestas incessantes buscas nas prateleiras das livrarias espalhadas em Porto Alegre defrontei-me com um livro de Allan Percy, com 66 pequenos textos que nos provocam a repensar alguns pontos da vida.

Os textos sempre começam com uma frase do escritor Hermann Hesse e se desenvolvem com as idéias do autor.  Um destes, me fez perceber alguns detalhes que tenho deixado passar batido nestes meses e a mudança deste comportamento está atrelado unicamente às decisões que tomo, simples assim!

Um dos trechos do livro comenta que Arthur Schopenhauer dizia que quem começa com certezas terminará duvidando, mas quem parte das dúvidas, chegará à certeza. Em vez de depositar energia no que os outros fazem ou deixam de fazer, vale a pena questionar os pilares que sustentam nossa própria vida, fazendo perguntas como:

Quais deveriam ser as minhas prioridades?
Sou capaz de distinguir o importante do urgente?
Estou rodeado das pessoas certas para cumprir meus objetivos?
Em que estou desperdiçando meu tempo?
Que aspectos da minha vida estou negligenciando?
Poderia fazer melhor o que acho que faço bem?

Continua afirmando que estes questionamentos nos permitem fazer um check-up vital e reajustar nossa maneira de agir. Entretanto, as dúvidas só são úteis e férteis se seguidas de decisões efetivas.

Brilhante! Fiz cada um das seis indagações e me surpreendi com as respostas encontradas, e, principalmente com as ações tão simples para reformar, reforçar e porque não, ampliar os pilares de minha vida.

Conclui que tenho negligenciando os aspectos mais importantes da minha vida; ando totalmente descuidado com minha saúde que posso ser considerado um sedentário exemplar dono de um elevadíssimo nível de estresse, com preocupações de todo o tipo e que tem desperdiçado muito tempo em redes sociais.  Todos os aspectos da vida são afetados, fiquei mais disperso, com a mente cansada, impelido a tomar decisões equivocadas, a não me dedicar conforme devo a minha formação, a profissão, a FAMÍLIA e aos poucos e verdadeiros amigos – um dia ainda escrevo sobre amizade.

Percebi que tenho permitido ao tempo passar de forma pouco proveitosa, principalmente quando olho para o relógio e percebe que são altas horas da madrugada e aquela sensação de vazio grita ensurdecedoramente em meu íntimo. Pior, é dar-se conta da confusão criada entre o que é importante e o que realmente é urgente.  Isto é péssimo!

Decidi que este tempo desperdiçado conforme meus cálculos será direcionado para que eu mude o estado de letargia física, que me dedique mais ao salutar hábito da leitura – tenho uns 20 livros na fila para serem desbravados, a este vício adquirido da escrita amadora e que não deixe mais as pessoas importantes, leia-se FAMÍLIA em segundo plano.

Sempre é possível recomeçar, porém, para que isto efetivamente surta algum efeito há necessidade de deixar os antigos hábitos atirados no acostamento da estrada e seguir viagem com a bagagem mais leve. É loucura desejar novos resultados fazendo exatamente, todo o dia, as mesmas coisas. Há de se ter coragem para quebrar paradigmas, de encarar o novo, o desconhecido e esta aventura cabe a cada um definir o momento de iniciar, como diz a música de Geraldo Vandré

“Vem, vamos embora
Que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora,
Não espera acontecer”.


Bom, para mim, a hora é agora! 

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