Tenho o hábito de comprar ao
mesmo tempo, livros mais intensos e robustos em sua classe e conteúdo e outros
mais suaves, verdadeiros convites à reflexão ou capazes de proporcionar aquele
bem estar típico das leituras de final de férias. Nestas incessantes buscas nas
prateleiras das livrarias espalhadas em Porto Alegre defrontei-me com um livro
de Allan Percy, com 66 pequenos textos que nos provocam a repensar alguns
pontos da vida.
Os textos sempre começam com uma
frase do escritor Hermann Hesse e se desenvolvem com as idéias do autor. Um destes, me fez perceber alguns detalhes
que tenho deixado passar batido nestes meses e a mudança deste comportamento
está atrelado unicamente às decisões que tomo, simples assim!
Um dos trechos do livro comenta
que Arthur Schopenhauer dizia que quem começa com certezas terminará duvidando,
mas quem parte das dúvidas, chegará à certeza. Em vez de depositar energia no
que os outros fazem ou deixam de fazer, vale a pena questionar os pilares que
sustentam nossa própria vida, fazendo perguntas como:
Quais deveriam ser as minhas
prioridades?
Sou capaz de distinguir o
importante do urgente?
Estou rodeado das pessoas
certas para cumprir meus objetivos?
Em que estou desperdiçando meu
tempo?
Que aspectos da minha vida
estou negligenciando?
Poderia fazer melhor o que
acho que faço bem?
Continua afirmando que estes
questionamentos nos permitem fazer um check-up vital e reajustar nossa maneira
de agir. Entretanto, as dúvidas só são úteis e férteis se seguidas de decisões
efetivas.
Brilhante! Fiz cada um das
seis indagações e me surpreendi com as respostas encontradas, e, principalmente
com as ações tão simples para reformar, reforçar e porque não, ampliar os
pilares de minha vida.
Conclui que tenho
negligenciando os aspectos mais importantes da minha vida; ando totalmente
descuidado com minha saúde que posso ser considerado um sedentário exemplar
dono de um elevadíssimo nível de estresse, com preocupações de todo o tipo e que
tem desperdiçado muito tempo em redes sociais. Todos os aspectos da vida são afetados, fiquei
mais disperso, com a mente cansada, impelido a tomar decisões equivocadas, a
não me dedicar conforme devo a minha formação, a profissão, a FAMÍLIA e aos
poucos e verdadeiros amigos – um dia ainda escrevo sobre amizade.
Percebi que tenho permitido ao
tempo passar de forma pouco proveitosa, principalmente quando olho para o
relógio e percebe que são altas horas da madrugada e aquela sensação de vazio
grita ensurdecedoramente em meu íntimo. Pior, é dar-se conta da confusão criada
entre o que é importante e o que realmente é urgente. Isto é péssimo!
Decidi que este tempo desperdiçado
conforme meus cálculos será direcionado para que eu mude o estado de letargia
física, que me dedique mais ao salutar hábito da leitura – tenho uns 20 livros
na fila para serem desbravados, a este vício adquirido da escrita amadora e que
não deixe mais as pessoas importantes, leia-se FAMÍLIA em segundo plano.
Sempre é possível recomeçar,
porém, para que isto efetivamente surta algum efeito há necessidade de deixar os
antigos hábitos atirados no acostamento da estrada e seguir viagem com a
bagagem mais leve. É loucura desejar novos resultados fazendo exatamente, todo
o dia, as mesmas coisas. Há de se ter coragem para quebrar paradigmas, de
encarar o novo, o desconhecido e esta aventura cabe a cada um definir o momento
de iniciar, como diz a música de Geraldo Vandré
“Vem, vamos embora
Que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora,
Não espera acontecer”.
Bom, para mim, a hora é
agora!
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