... Quantas vezes desejou aliviar-se da imprópria conduta de sua família, porém fizera um juramento de confiabilidade e silêncio. Naquela época não percebia o sentido daquela atitude, agora ela se mostrava extremamente útil. Tudo o que descobrisse de podridão deveria ser ignorado, aceito como a verdade mais pura; uma prova cabal da boa vontade de homens e mulheres de índole duvidosa.
Havia ficado furiosa com as observações da avó a respeito do que significava viver em uma corte conhecida pelos fuxicos e conspirações. Sua fé inabalável na possibilidade de converter qualquer alma desvirtuada era seu principal argumento.
Nenhum escândalo por maior que se apresentasse era capaz de abalar sua confiança, mesmo o mundo provando a fragilidade dos argumentos por aqueles atos.
Tardiamente percebeu estar perdida, havia apenas um alternativa e ela parecia surreal, extremada demais, mesmo para um membro da corte napolitana...
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