É um consenso que a rotina possui
um efeito devastador. As pessoas lutam ardentemente para que suas vidas nunca
sejam tomadas por esta exterminadora de chances e esperanças, é uma vilã que
não merece perdão. Pequenos detalhes, antes tão importantes passam despercebidos,
os trajetos se assemelham, as atividades profissionais tornam-se repetitivas, a
monotonia arma acampamento e toma um pedaço considerável do dia para si.
Consequentemente, quando se percebe quadro igual ao exposto, as pessoas
consideram o momento exato de realizar a quebra de paradigma, mudar o caminho e
seguir para os lugares onde nunca tiveram coragem de pisar.
Li no MSN de uma amiga, a frase
desafiadora: “Descubra a poesia em sua rotina”. Pare e pense junto comigo por
alguns instantes, há possibilidade de encontrar algo poético numa rotina? Se
tua resposta foi não, meu respeito, porém, se dissestes sim, mereces parabéns!
O fato de todos os dias seguir passos pré-determinados, não significa uma
sentença condenatória. Ele pode ser considerado uma nova chance de aliviar a
existência, perceber que encontrar poesia em uma situação tão famigerada é um
simples ponto de vista. Basta apenas desejar!
Há sim possibilidade de encontrar
poesia em qualquer situação da vida e claro, na rotina. O pai que busca seus filhos todos os dias na
escola e é abraçado efusivamente por seus pequenos, está em contato com um
poema de amor. Os filhos, que todo dia comem algo preparado por suas mães, estão
presenciando um poema de doação. Quando
você se desloca pelo mesmo caminho todas as manhãs e presta atenção em um
pássaro, nas árvores, em uma flor no meio do jardim, está tendo contato com um
poema de vida. Quando vemos uma mão
auxiliando à outra desconhecida é um poema de esperança que nos é presenteado.
Existe sim muita poesia escondida
na rotina, para desfrutar tudo que gratuitamente é distribuído, você só
precisa, por um átimo de instante, crer – estar pronto para vivenciar o que de
melhor é produzido, respirar, viver e sentir a equação perfeita, ser leitor e escritor
de sua própria poesia.
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