quarta-feira, 25 de abril de 2012

XXIV

Existem pensamentos que podem ganhar corpo e se transformarem em palavras escritas, outros, devem ficar guardados em um banco. Podem se avolumar ou simplesmente ficarem esquecidos, deixados no fundo de um baú enferrujado.

Tenho observado muito a reação das pessoas, a capacidade quase profética em julgarem e as atitudes tomadas quando se defrontam com mudanças. Isso tudo apenas corrobora os ensinamentos das aulas de Gestão, pois é traumática a saída da zona de conforto, aquela segurança irracional a que nos submetemos.

Cheguei a um ponto da vida, que não compro mais brigas, as deixo passar por meu caminho e às vezes, quando a vontade é grande demais, fico com raiva e vergonha. O mais incrível é que não as sinto em função de minhas atitudes, mas as faço pelo papel sem fundamento e maturidade apresentado pelos brigões de plantão.

Há momentos imprescindíveis, pessoas inesquecíveis, lugares memoráveis e principalmente ocasiões em que o mais importante é demonstrar uma certa demência, abstrair o malefício e rir, aquele sorriso largo, confirmando, que um sábio se faz de tolo frente ao tolo que se julga sábio.

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