quarta-feira, 25 de abril de 2012

Mulheres de verdade..

Estou ficando velho - é um constatação irrefutável! Minhas estórias já possuem mais de uma década, gosto de cantores que já morreram, bandas que se desfizeram, leio autores antigos e não me enquadro em nenhum dos modernos esterótipos. Apenas observo.

Esta mania de treinar meus olhos com tudo aquilo que está ao redor, me deixa admirado com o que tenho notado. Não é um falso moralismo, muito pelo contrário, sou apreciador de corpos femininos curvilíneos, de olhos desenhados e bocas convidativas, mas a apelação atual, nivela muito por baixo algumas mulheres.

Para comprovar, basta acessar algum site que traga o misto noticias mais esporte mais entretenimento. É tiro e queda, você encontrará alguma menina em trajes sumários, mostrando mais que coxas e colo, transmitindo uma mensagem que basta ser "gostosa" e ter um par de seios siliconados para obter sucesso.

Mulheres de verdade são feitas de imperfeições e me torno repetitivo quando afirmo que estas imperfeições a fazem perfeitas. Perdi as contas das vezes que teci loas à elas; mas a verdade é esta. As mulheres que obtém sucesso são aquelas que se viram pra conquistar o que almejam, não se permitem parar de sonhar e principalmente não se classificam apenas como pedaços de carne expostos nas ruas das cidades e metrópoles.

A realidade nua e crua é esta, uma sociedade condicionada a valorizar uma minoria; treinada a esquecer que, boa parte das Mulheres de verdade - independente da idade estão ao nosso lado. Sentada no ônibus, dividindo a sala da faculdade, trabalhando igualmente em algum projeto da empresa. Estão nos laboratórios científicos buscando a cura para alguma enfermidade, estão carregando em seu ventre novas vidas. Mulheres de verdade, muitas vezes usam óculos de lentes grossas, cabelos desgrenhados e rosto lavado, mas guardam um intelecto e uma capacidade mental, sentimental e atitudes sem igual.

Estas deviam ser mais valorizadas, se não por uma mídia acostumada a vender matéria, que o seja por todos nós, nosso mundo precisa ser composto por Mulheres de verdade, não por mulheres que se defendem com seus grandes e admiráveis glúteos. A beleza chama a atenção, mas a inteligência, ah! A inteligência de uma Mulher de verdade é afrodisíaca!!!




Cerebralmente Imaginativo

As melhores narrativas geralmente surgem naqueles momentos de total despreparo. Pode ocorrer naquele instante em que o crânio encontra o travesseiro e a preguiça crônica impede o corpo de levantar. Existem casos mais crônicos, ela surge no caminho para o trabalho, quando despretensiosamente você olha para o lado, seja ao volante, dentro do ônibus, a pé ou pedalando.


O cérebro não escolhe a hora de demonstrar toda sua capacidade criativa, apenas exige que o ócio não lhe seja hóspede. Imaginação todos têm, capacidade intelectual idem, só reside em porções diferentes em cada um aquilo a que chamamos de comodismo!

O que encontrei

Viajo no tempo,
nem importa a razão,
busco em tom de moda,
a flor tomada,
amarela e estaqueada.
Porém existe na capa do livro,
ao lado da lombada,
acima do título,
o nome dela!

XXIV

Existem pensamentos que podem ganhar corpo e se transformarem em palavras escritas, outros, devem ficar guardados em um banco. Podem se avolumar ou simplesmente ficarem esquecidos, deixados no fundo de um baú enferrujado.

Tenho observado muito a reação das pessoas, a capacidade quase profética em julgarem e as atitudes tomadas quando se defrontam com mudanças. Isso tudo apenas corrobora os ensinamentos das aulas de Gestão, pois é traumática a saída da zona de conforto, aquela segurança irracional a que nos submetemos.

Cheguei a um ponto da vida, que não compro mais brigas, as deixo passar por meu caminho e às vezes, quando a vontade é grande demais, fico com raiva e vergonha. O mais incrível é que não as sinto em função de minhas atitudes, mas as faço pelo papel sem fundamento e maturidade apresentado pelos brigões de plantão.

Há momentos imprescindíveis, pessoas inesquecíveis, lugares memoráveis e principalmente ocasiões em que o mais importante é demonstrar uma certa demência, abstrair o malefício e rir, aquele sorriso largo, confirmando, que um sábio se faz de tolo frente ao tolo que se julga sábio.

sábado, 14 de abril de 2012

Através dos Anos

Estava lendo um livro sobre a vida do príncipe Don João de Orléans e Bragança, herdeiro e chefe da família imperial brasileira e encontrei um pensamento de seu pai, que poderia ter sido D. Pedro III, bisneto de D. Pedro I, mostrando que invariavelmente a fruta não cai longe do pé.


"Vejam que tristeza! Perdemos, a cada hora, a cada dia, adoráveis moças que estão nas ruas, nas lojas, nos bancos, nas praças. Avistamos, por exemplo, uma garota alta, linda, esguia de pernas bem torneadas, que vai passando apressadamente por uma rua de Copacabana em direção ao Correio. Fica difícil abordá-la, perguntar quem é, pedir seu telefone, etc. São práticas de garoto. Somos já taludos, não podemos nos transformar, de repente, em don juans de esquina. Pega mal. Mas é uma pena... aquela beleza toda vai passando por você, vai embora para sempre... viram que desperdício? Sem uma palavra de aproximação, sem um gesto seu, ela desaparecerá como uma nuvem. E nunca mais haverá outra oportunidade de vê-la, de ficar ao seu lado. Enfim, você literalmente perde esta mulher a caminho do Correio em Copacabana. Ela poderia ser sua, ou melhor, talvez ela até quisesse ser sua. Ou no mínimo, ficar sua amiga, contar-lhe coisas ótimas, ser uma irmã para você. Mas não adianta, já passou. Perdeu-se.
Esta impossibilidade de reaver as moças que se perde a toda hora, é a própria angústia de viver".

Precisa dizer algo mais? Apenas os anos mudam, mas as práticas de flerte, enfim as tentativas e medos de conquistas, permanecem inalterados. Além de um poeta adormecido, D. Pedro III era um conquistador nato!



Saudade


A dor que dói mais - Martha Medeiros

Em alguma outra vida devemos ter feito algo de muito grave para sentirmos tanta saudade. Trancar o dedo um uma porta dói, bater com o queixo no chão  dói, torcer o tornozelo dói . Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder  a língua, cólica dói, cárie e pedra no rim também dói, mas o que mais dói é  a saudade.

Saudade de um irmão que mora longe, saudade de uma cachoeira da  infância, saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais, saudade do  amigo imaginário que nunca existiu, saudade de uma cidade, saudade...Da  gente mesmo, o tempo não perdoa.

Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama, saudade da pele, do  cheiro, dos beijos, saudade da presença e até da ausência consentida. Você  pode ficar na sala e ela no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você  poderia ir para o Dentista e ela para Faculdade, mas sabiam-se onde. Você  podia ficar o dia sem vê-la, ela o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.

Com tudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor, no outro sobra uma  saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é basicamente não saber. Não saber mais se ela continua fungando num  ambiente mais frio, não saber se ele continua sem fazer a barba por causa  daquela alergia, se aprendeu a entrar na internet e encontrar a página da  Diário Oficial, se aprendeu a estacionar entre dois carros, se continua  preferindo Skol ou se continua sorrindo com aqueles olhinhos abertos. Será  que ela continua cantando tão bem e se continua adorando Mc´Donnalds? Será  que ele continua amando os livros e se continua gostando de dar longas  caminhadas? Será que ela continua a chorar até nas comédias? Será que ele  continua lendo os livros que já leu um tempo atrás?

Saudade, é não saber mesmo. Não saber o que fazer com os dias que ficaram  mais compridos. Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o  pensamento. Não saber como ferir as lágrimas diante de uma música. Não saber  como vencer a dor de um silencio que nada preenche. Saudade é não querer  saber se ela está com outro e ao mesmo tempo querer. É não querer saber se  ele está feliz e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso.

É não  querer saber se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca  mais saber de quem se ama e ainda assim doer.

Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo, e o que você  provavelmente está sentindo agora depois que acabou de ler.
saudade... sete letras que choram....


sexta-feira, 13 de abril de 2012

A Saga da depilação Feminina

Existem textos que causam inveja pela forma descontraída que foram escritos, este é um daqueles que expressa com muito humor todo o sacrifício que as mulheres fazem para ficarem atraentes para nós e lindas para elas... Infelizmente desconheço a autoria.

A saga da depilação na virilha

"Tenta sim. Vai ficar lindo."

Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve, mas acho que pentelho não pesa tanto assim.

Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa.

Eu imaginava que ia doer porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.

- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.

- Vai depilar o quê?

- Virilha.

- Normal ou cavada?

Parei aí.

Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.

- Cavada mesmo.

- Amanhã, às.... Deixa eu ver...13h?

- Ok. Marcado.

Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui.

Assim que cheguei, Penélope estava esperando.

Moça alta, mulata, bonitona. Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor.

De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.

- Querida, pode deitar.

Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha.

Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo.

De repente, ela vem com um barbante na mão.

Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.

- Quer bem cavada?

- É... é, isso.

Penélope, então, deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.

- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco, senão vai doer mais ainda.

- Ah, sim, claro.

Claro nada, não entendia p-o-r-r-a nenhuma do que ela fazia. Mas confiei.

De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).

- Pode abrir as pernas.

- Assim?

- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.

- Ar-re-ga-nha-da, né?

Ela riu. Que situação.

E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.

Foi rápido e fatal.

Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto.

Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu.

Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural. Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.

- Tudo ótimo. E você?

Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha". Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.

O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer. Todas recomendam a todas porque se cansam de sofrer sozinhas.

- Quer que tire dos lábios?

- Não, eu quero só virilha, bigode não.

- Não, querida, os lábios dela aqui ó.

Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se f#der mesmo.

- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.

Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.

- Olha, tá ficando linda essa depilação.

Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.

Se tivesse sobrado algum pen-te-lhi-nho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali.

Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. "Me leva daqui, Deus, me teletransporta". Só voltei à terra quando entre uns blá-blá-blás ouvi a palavra pinça.

- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?

- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.

Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida.

E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.

- Vamos ficar de lado agora?

- Hein?

- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.

Pior não podia ficar. Obedeci a Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.

- Segura sua bunda aqui?

- Hein?

- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.

Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o "olho que nada vê". Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista.

Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:

- Tudo bem, Pê?

- Sim... sonhei de novo com o c# de uma cliente.

Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil c#s por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos?

E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha mais pra contar a história.

Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo. Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.

- Vira agora do outro lado.

Porra.. Por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A bruaca da salinha do lado novamente abre a cortina.

- Penélope empresta um chumaço de algodão?

Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem? Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.

- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.

- Máquina de quê?!

- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.

- Dói?

- Dói nada.

- Tá, passa essa merd#...

- Baixa a calcinha, por favor.

Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Sem nem um beijinho?

Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao c#. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.

- Prontinha. Posso passar um talco?

- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.

- Tá linda! Pode namorar muito agora.

Namorar... namorar... eu estava com sede de vingança.

Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda, protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada e matar o primeiro homem que ver e não comentar absolutamente nada!!!

Não fiz nada disso... Um mês depois...

- Normal ou cavada?

Coisas de perereca, vai entender...

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Toda Mulher desperta...


Finalizei a leitura do romance, Acrobacias no Crepúsculo, escrito brilhantemente pelo jornalista, professor e amigo Tibério Vargas Ramos. Um trabalho agradável, de fácil leitura, enfim extremante interessante para ser apreciado por fãs da literatura em geral.  Ele aborda com muita sutileza os confrontos que surgem no decorrer da vida, casos, casamentos desfeitos, uma pitada na realidade das estâncias, o gosto pela terra, enfim, está recomendado.

Não fossem estes motivos suficientes, há um muito maior para o livro fazer parte da biblioteca de cada um. Apenas uma frase, brilhantemente filosofada, refletida e eternizada em suas linhas; ela finaliza o capítulo 25 e diz – Toda mulher desperta, em algum momento, a paixão de um homem, acredite em si.

Guarde este ensinamento, olhe o quanto é profunda a frase; quantas mulheres podem ter sua auto-estima salva com uma verdade dita em 14 singelas palavras. Simples, intensa e tão real. Infelizmente existe uma parcela de homens que conseguem realizar a proeza de proporcionar um período de amnésia em suas mulheres, as deixam sem norte, inseguras, dependentes de aceitação, esquecem do amor que nelas vive. Uns o fazem com uma freqüência absurda, outros em algum momento de desatenção, há os imaturos, os narcisistas, enfim, é grande a possível classificação, destes abjetos espécimes.

Entendo perfeitamente que nós homens, estes que realmente apreciam as mulheres, somos dependentes da doçura, desta intensidade tantas vezes pouco moderada de suas almas, do olhar de anjo e do corpo luxurioso, do jogar de cabelos, do jeito peculiar de andar de camisetão e calcinha pela casa. Abro parênteses – quando falo dos homens que realmente apreciam o sexo feminino, não falo da orientação sexual, mas sim do comportamento, os inteligentes perceberão a diferença sutil – fecho parênteses.

Seria impossível viver uma existência mundana sem ficar totalmente apaixonado por uma mulher. Há aquelas que enfeitiçarão apenas um homem, há as que viverão no imaginário coletivo ou daqueles premiados com sua atenção, haverá aquelas que serão inatingíveis, platônicas, amadas sem sabê-lo, tal qual profetiza Ernest Hemingway que disse algo semelhante a “o verdadeiro amor morre sem ter sido declarado”.

Enfim, mulheres lindas, batalhadoras, que acordam cedo, ralam pra caramba, fazem sua parte para uma realidade diferente, lembrem-se – Toda mulher desperta, em algum momento a paixão de um homem, acredite em si. Deixe ser inundada por este amor, por este fogo da paixão, pelo hoje, por este agora, pelo sexo sem compromisso, mas principalmente sejam tomadas de auto-estima, porque ai sim, vocês possuirão um séquito de admiradores aos seus pés!

domingo, 8 de abril de 2012

Mea Culpa


Neste feriado, aproveitei para exercer minha percepção e cheguei à conclusão que sou preconceituoso. Sim, tristemente me percebi desta forma. Não adianta, por mais que tentem me convencer, ainda vejo com muita resistência o fato das pessoas irem comprar ou desfilar no shopping usando havaianas.

Sou antigo, daquele tempo em que a propaganda delas era feita pelo mestre do humor Chico Anysio, com o bom e tradicional slogan – “as legítimas, não deforma, não tem cheiro e não solta as tiras”.

Antes de receber total condenação por minha observação, as gerações mais atuais devem saber que durante mais de 30 anos, “as legítimas” foram consumidas por uma classe financeiramente desfavorecida, que comprava o chinelo em mercados de bairro por um valor bem interessante. Quase todos se lembram dos primeiros modelos brancos com tiras e laterais azuis, depois preto, amarelo, vermelho, etc.

Este cenário começou a ser modificado a partir do inicio dos anos 90, quando a empresa realizou o lançamento de outro modelo, um pouco mais sofisticado e contando em seus reclames com diversos atores globais.

Apesar disto tudo, minha mente não consegue desvincular a idéia preconceituosa que o calçado destoa plenamente do local em que é utilizado. Recordo que em minha infância, ir ao shopping não era algo tão banal, como o é atualmente, vestíamos roupas novas, o “guides” e estava pronto o passeio de final de semana. Detalhe, lojas abertas no domingo? Era uma utopia, um devaneio, as compras eram feitas até o sábado, o máximo que haveria de disponível era a padaria da esquina e olhe lá!

Os tempos mudam e as realidades tornam-se outras, havaianas não é mais chinelo de pobre, agora chamam de sandália, as lojas abrem aos domingos e os mercados de bairro ficam abertos até a noite. A única coisa que não muda, é a capacidade do ser humano de permanecer com idéias tolas e pré-concebidas. Eis o mea-culpa.