E o poeta entre um rabisco e outro,
Mostrando sagacidade ou não,
Desejava nada menos que aquele coração,
Fincar bandeira, estabelecer moradia.
Suas investidas, às vezes boas outras más,
Deixavam inquieta a menina nórdica,
Que entre um suspirar e outro,
Dizia com sinceridade,
És meu Poeta Preferido!
Pensava ele, entre o céu e a terra,
Não há apenas mais coisas sem explicação,
Há a vida que se mostra cheia de reentradas,
E na impossibilidade momentanea de ser mais,
Contenta-se com este Título Nobre,
Pois até mesmo para se chegar a Duque,
Precisa-se antes ser Visconde.
O Poeta satisfeito teve seu peito estufado de orgulho,
Esperançoso de ser mais, porque a cada amanhecer,
A vida pode de uma forma ou de outra, surpreender!
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