O fornecimento de energia da mui leal a valorosa cidade de Porto Alegre está incrível. Chove e falta luz, não sei se as culpadas são as condições das árvores que embelezam as calçadas ou as precárias condições dos fios e postes que são derrubados a cada lufada de vento! É uma experiência inigualável, para nós, humanidade moderna permanecer horas sem o abastecimento de energia, minha última vivência neste sentido perdurou 16 horas!
Aproveitei o tempo e resolvi escrever, utilizando a trinca, caneta esferográfica, papel e luz de velas, tirando o tipo de caneta, os demais componentes eram bem utilizados no século XVIII, foi praticamente uma viagem no tempo desde o século XXI.
Entre um rabiscar e outro, fiquei observando a chama da vela mover-se conforme o vento que entrava pela janela e a água descia dos céus. Foi um bailar, um pular tamanho que me fez imaginar se esta era a visão e a sensação que meu trisavô sentia quando realizava os escritos na sacristia da Igreja em que era zelador. É impressionante o quanto os fenômenos da natureza, aliados a inoperância da companhia elétrica, nos proporcionam um reencontro com a História.
Nenhum comentário:
Postar um comentário