sábado, 23 de abril de 2011

Odiar ou não odiar? - Eis a questão!

Em uma tarde qualquer, destes dias perdidos no tempo e no espaço, me fizeram uma pergunta de forma tão direta e peculiar que me constrangeu e possibilitou uma reflexão sincera. Uma ex-namorada queria saber quanto tempo eu levara para deixar de sentir ódio dela. Respondi com toda a transparência, mas minhas ponderações parecem não a convenceram muito, mas o que fazer?

Não me recordo de ter sentido ódio de qualquer companheira. Primeiro porque ódio é uma palavra forte, que exprime um sentimento contrário ao amor, e como amei verdadeiramente toda mulher que comigo se envolveu me sinto impossibilitado de odiá-las. Posso sim, ter sentido mágoa, decepção, amargor, agora, ódio não. Sempre digo que não se pode odiar quem se viu adormecer ao nosso lado.

Agora, se você quiser saber o porquê desapareci por um tempo, divido contigo que um período de luto, geralmente de um ano, período no qual tento descobrir o mínimo possível da recente ex-companheira. É um tempo em que reflito sobre os meus acertos e erros na relação, enquanto vou conhecendo e me doando a uma nova parceira. É a forma que encontro de ainda demonstrar minha consideração a quem já não está mais ao meu lado e respeito extremo a quem está chegando, até porque não acredito na possibilidade de alguém ser tão evoluído ao ponto de encarar com naturalidade a presença física constante da ex na vida do namorado e vice-versa. Então para você que perguntou o tempo que levei para deixar de te odiar, fica minha resposta nestas linhas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário