quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Lua nua!

Lua cheia emoldurada pelo escuro do céu
Alimentava o desejo insaciável,
Rabiscando com seu brilho
A estrada imaginária que percorreria.

Minha busca por ti em sonhos,
Ostentaria um tanto da nobreza
Resultante dos momentos
Em que os destinos eram sempre
Iguais. Não haveria motivo que levasse a
Remoer as palavras ditas por entre dentes
Ainda que ecoassem como trovões,

Deixaria-as guardadas em locais próprios
Esquecendo o efeito que produziram.

Buscaria em cada lembrança
Ainda marcante, igual tua presença
Resgatar os mapas com os caminhos
Remotos para me auxiliar a
Obter sucesso nesta tão impressionante
Sucessão de encontros e desencontros

Know how tens de sobra, diria o amigo galês,
Usa-o igual aos observadores treinados
Nas mais antigas ciências da vida,
E sendo assim, a cada novo obstáculo,
Relutaria em me entregar, manteria-me de pé,
Tão altiva como a sombra do luar!

Nenhum comentário:

Postar um comentário